domingo, 10 de abril de 2011

Assuntos






Cheia de assunto vergo minhas falas com sofreguidão apenas encontrando um eco ao longe, desinteressado e ausente do conteúdo a que me proponho, me parecendo com nitidez, que minha cabeça esbraveja solitária.

Houve um tempo, que até parece outra vida, onde as palavras eram o mote principal de encontros, e a ira e a audácia caminhavam em cabeçadas uníssonas, sempre se fazendo acompanhar pela risada espontânea, pela ironia inteligente, pela graça de propor e pela alegria de simplesmente estar.

Nunca desisto de procurar uma chance de enxergar nas caraminholas insistentes, aquele achaque que me bafeja a testa e que me faz, airada, pensar

Talvez tudo tenha se perdido nas areias da praia iluminadas pelo sol de outono, que agora recolhe ávida todo o brilho da natureza para si, uma vez que cansada de ser espezinhada e agredida por todo o tipo de pisante. Vai ver que os cascudos do mar, novos moradores, e as aves mais gordas estejam me ouvindo e pedindo silêncio ao meu interior barulhento.

Pode não parecer à primeira vista, mas desconfio que a insegurança e o medo eternizam o motivo do esconde-esconde, tais como os caranguejos que voltam para a beira do mar tranqüilos, pois chegou a hora de vagar para o lado e para trás. Mesmo.


domingo, 3 de abril de 2011

Fuga




Eu jurava que todos estavam ali, ao alcance da minha vista, mas quando dei por mim, as hipóteses, os argumentos e minhas certezas se adonaram de si e sumiram. Ficou em mim uma certa vergonha por ter andado invasiva e sonhadora ao pensar assuntos.

Na minha conversalhada eu lembro bem de não ter perguntado nada, que me veio tudo de pronto, com as afirmativas se alinhando ao meu pensamento então sóbrio, tenso e incluso.

Muitos dos eventos foram se acumulando no decorrer do período sem que eu pudesse detê-los, talvez porque eu mesma não o quisesse ou porque me sentisse curiosa e animada. Dar um destino ao que me passa pela frente sem que eu peça. A sutileza aparente do celerado demonstra que não preciso procurar para acontecer.

E me vem à memória encontros estranhos, declarações suspeitas, intenções não declaradas. Mas o que mais me entorta a mente é a fuga. A saída da intenção do não ocorrido, a fala suspensa, o olhar que entrega a alma.

A animação não cessa mesmo depois de eu haver desistido. O silêncio se instala, a presença se evapora e a saudade persiste.
Os novos caminhos advém, sem culpa ou vergonha de existir, simplesmente
.


domingo, 20 de março de 2011

Coma





Deitado na maca com seu corpo em mil pedaços facetados tinha apenas a pele guerreira lhe ajuntando como se fosse ela, neste momento, o único elo de esperança. A morte, bafiando a nuca do coitado estirado com os sentidos já amornados ouviu a recusa de seu convite, por ora.

Seu olhar de azul celeste se agrandou, apertou, movimentou-se no entorno e lentamente seus cílios se sobrecarregaram tanto que ele foi obrigado a seguir o pedido do corpo, quentinho do trauma. Cerrou os olhos e se foi.

Não sem antes dar uma espiada na vida que lhe queria passar a perna e se aperceber que talvez fosse melhor negociar.

É nesta hora do coma que a matéria e scangalhada do pobre se abre às mil parafernálias médicas terrenas. Tanto osso quebrado, tanto desvio do esqueleto, tanto sangue para drenar. Os músculos, outrora fortes se deixam ficar derreados porque seu bravoso dono não está ali para lhes dar alma e treino forte para se fortalecerem.Todo o bucho assim se comporta, sem coração batendo pelo seu sangue quente e ousado, estômago e afins na carência do alimento que seu dono aguerrido costumava lhes servir. Todos lhe sentindo a falta, ora veja. Todos em compasso de espera do indivíduo que agora está sob o comando de máquinas, fios, cabos, sinais em telas, seringas, agulhas, plaquetas de aço, porcas e parafusos. Uma vida por mil cabos.

Não acaba aí a vida em suspense do herói. É neste momento que começa a negociação e seu espírito é buscado e conduzido pela equipe mais perfeita do Universo. Começa o tratamento, propriamente dito.

O corpo desfeito como uma carcaça vislumbra um sopro de vida neste lugar onde gravitam os socorristas que estimulam a brasa de vida que persiste no espírito deste homem. Assim lhe são feitas muitas perguntas, deste modo lhe são dadas muitas opções e também muito tempo para pensar. Ele se sente bem cercado de cuidados de todos os níveis passando de sala em sala, de hospital em hospital com vários profissionais que, juntos, ajustavam sua vida. Negociavam com ele. Que oportunidade! A tarefa agora estava quase cumprida, e sua cura dependia de querer viver.

Não só de existir em si, mas de conhecer quais seus propósitos reais neste lugar chamado Terra, de sua utilidade para sua família, amigos, filhos e humanidade de uma maneira geral. Abdicar de seus sonhos buscando outros em seu lugar. Escolher outra perspectiva porque lhe sobra muito tempo. Adiantar planos antigos e colocá-los em prática. Visualizar que existem outros caminhos fora os já trilhados. A decisão era sua. Ficar ou comparecer ao Juizo Final. Abriu os olhos.


domingo, 6 de março de 2011

Céus e terras




Com passadas cadenciadas, olhar afundado ao chão, seguia sempre do mesmo jeito, todos os dias, contorcendo seus pés nas areias macias, em alguns momentos, em outros lisa e dura como pedra. Aliviava todo o corpo tenso ao tocar este chão, diferente a cada dia enquanto o espírito nublava e arejava.

A cabeça pendia de um lado e outro, vagarosa, acompanhando o vagar insuspeito do pensamento. Os ombros fortes se negavam a seguir o ritmo do olhar se deixando ficar firmes mas parecendo inconsoláveis. Assim toda a massa física se comportava.

Seguia lento no pé ante pé, absorto, e não via nada do que acontecia ao redor. Tão inexpugnável que poderia acontecer o que fosse, que do fundo da beira da praia aquele olhar não levantava.

A visão descarada se projetava como um ímã nas profundezas do solo como se ali estivesse o seu vôo, calculado milimetricamente como tão bem fazia entre nuvens. Seu corpo no costume do vôo solo, ouvindo o silêncio azul dos céus, brincando de esconde-esconde com nuvens em polvorosa querendo se esvair em águas, absorto em sofisticação tecnológica e comandos determinantes que resolviam todos os seus caminhos.

Agora, são tatuíras que passeiam em sua frente e mariscos lhe ferem os pés. Magnetizado cada vez mais pela superfície praiana, adentra por entre caranguejos, galopa no dorso de cavalos marinhos, nada em cardumes, descansa no casco da tartaruga gigante. Se esconde de si mesmo nas algas e corais e foge das mães-d’água. Um exílio projetado que parece não ter fim.

Finalmente, ergue o olhar e diz: Oi !


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Proteção



Tenho mais paixão pelas palavras do que pela escrita, com acessos contínuos de trazê-las à berlinda, usando-as para me deliciar com seus significados, retorcendo um pouco e surpreendendo do tanto que podem mudar nosso pensamento e atitudes. Portas e janelas se abrem ao novo, inusitado, diferente.

A portabilidade é uma dessas novas palavras da moda. De repente temos o direito adquirido de levar a outro protetor tudo o que recebemos por anos a fio de facilidades e de apego mútuo por aquela senha gravada na nossa mente e de todos os que queremos bem. O passaporte do contato.

Por ele nos conectamos com o mundo, negociamos desarrufos, matamos com força de sabre a saudade e chegamos, em segundos, aonde queremos estar. Do outro lado do nosso fiel servidor sempre tem alguém ou “aquele” alguém que de pronto atende o chamado. Uma ligação desesperada, outra morrendo de amor, ou, muito engraçada. Vazar as palavras desta forma se torna imprescindível para se estar junto, apesar de que as falas ao vivo, com todos os seus tons, sobre-tons e surpresas estejam tão fora de moda.

Depois de tanta conversação e fidelidade inescapável nos códigos adquiridos surge outro protetor que nos oferece a mesma coisa conservando o mesmo número. O poder da sedução moderna joga pesado, e, um pouco sem pensar, nos atiramos nos braços do distinto que nos promete tudo e muito mais. Relegamos sem medo nosso futuro das comunicações a este mundo hightech que se apresenta cheio de promessas de mais simplicidade, mais interatividade, mais e mais. Tantas juras. Vou fazer a portabilidade do amor no meu coração.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Castelo de Cartas



Uma a uma as cartas foram sendo jogadas, indecisas algumas, apostadas com vigor outras e tímidas também. Porém, em sua maioria, a sorte pendia para os apostadores agressivos que jogavam suas fichas com sofreguidão e a desordem de quem não respeita as regras, quaisquer que sejam elas.

Foram sendo colocados muitos reis e um nadinha de súditos, parecendo a todos que o coringa estava submerso neste baralho estranho, onde apenas as cartas autoritárias tinham vez.

A jogatina era pesada, com apostas determinantes a qualquer preço, sem pensar, sem olhar o semblante do outro jogador, sem a astúcia das cartas na mesa assim como as do centro e nas mãos dos parceiros.

Me chamou a atenção as rainhas de muito baixo escalão que seguiam orgulhosas sem ao lado olhar, construindo seus castelos a partir da destruição de palácios, atravancando a operação pelo bel prazer do orgulho e da prepotência. Altivas, o valor das cartas careciam de inteligência e a soberba imperava e seguia incólume, encostando sempre no líder da mesa – o Ás de Ouros – que apesar da fama de herói era o mais pobre coitado do carteado.

Todos os reis agrupados mais se degladiavam e se concediam glórias entre si, do que propriamente jogavam suas cartas com habilidade e presteza. Assim era impossível entrever a situação no tabuleiro que também abrigava excelentes jogadas com personalidades talentosas. Ocultas. Enfim o jogo chega ao fim.
O Coringa surge apenas para capar o Ás de Ouros.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Marionete



O cabo ligado em cordas disfarçadas de seda movia todos os seus membros, acionando braços e pernas sem vida de si, mas outorgada a outrem como se fosse um ímã. A sensação de ser um títere, cuja personalidade se foi há muito, ou talvez nunca tenha se estabelecido, foi relevante para que a dança de marionete se fundasse.

Em um levante de dedos todos os comandos em alta com a cabeça se agitando e sendo obrigada a enxergar a demanda do autor. A situação se movimentou em muitos e certa fraqueza assolou o articulista que começou a derrear comandos, deixando o marionete por sua própria conta. Acovardou-se, o pobre, na batida ligeira de todos enredados. Fugiu.

Atirado ao solo, sem as amarras que lhe montavam a carcaça e livre dos cabos que lhe concediam o movimento autorizado, recuperou sozinho sua identidade roubada, por um período, com seu próprio consentimento, diga-se a verdade.
Um pouco resvalado e ainda com a sensação da linha de força a lhe enlaçar, lá se foi o marionete. Em direção a si mesmo, por enquanto.


sábado, 22 de janeiro de 2011

Fase



O lugar era exíguo, diferente do que meus braços e minha cabeça espaçosos estavam acostumados. Mas, não foi difícil me adaptar, colocando ao meu redor tudo de que necessito.

Existindo de certa forma um pouco fora do chão e muito indo a ele catar as coisas que se soltam no meu quadrado. Coisas tão pequenas e de tão grande significado para que se complete a operação, seja do trabalho do lazer ou do sonho.

Na contrapartida do apertado espaço físico, a imensidão da natureza a me desafiar todo dia com oceanos profundamente revoltos muitas vezes, ventos fustigantes e céu enfarruscado. Quando passa a fúria, nem parece a mesma natureza, com águas calmas, um nadinha de vento e um calorzinho que mais aquece a alma do que o corpo.

Foi então que eu percebi que o meu coração está num compasso que não acompanha o momento. Bate devagar. Mais se arrasta inaudível. Apertado, pequeno, não anda dando conta do entorno.

Não tem se comovido com as perspectivas.
Não tem se agrandado nas conversas tão aguardadas.
Não tem batido forte emocionado.
Não tem tido paciência com o amor, seja de quem ou qual for.
Não tem sem expandido fora do cercado.
Não tem tido nenhuma função relevante.

Coração na mão.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Solitários



Na primeira vez me chamou a atenção um pé de sapato solitário perdido na beira do mar. Era de homem, e devia estar no fundo do oceano algum tempo, a confirmar seu aspecto, e me dei em conta de pensar em mil achados para o perdido. Jazia entre areias, mariscos mortos e tatuíras idem. Era um pé de sapato de couro preto com grossa sola borrachuda.

Poderia ter sido de algum macho marinheiro ou pirata de atanhos que talvez o tenha atirado em uma briga na cabeça de outro combatente. De pronto, me pareceu ouvir as passadas fortes do homem autoritário que se fazia atender através de seus passos pesados que o calçado abrutalhado lhe conferiu. O sapato, por incrível que pareça, não estava rôto, estava revestido uniformemente de uma camada de musgo marinho, ainda verde, com uma visão cabeluda, levemente sinistra.

Talvez tenha escapado do pé de seu dono em uma farra etílica, numa briga do macharedo por um rabo de saia, ou jogado ao mar pela mulher traída que o surpreendeu agarrado em outra cintura. Pode ter ocorrido em uma tempestade de alto mar e o sapato se desgarrou de seu corpo. Ou o corpo se esvaneceu restando apenas o heróico calçado.

Solitário na beira da praia veio dar o seu recado a quem o visse.

Da segunda vez foram os pedais que me alertaram na beira da estrada para um sapato feminino caído no asfalto. Um salto alto, bico fino, preto e com laço dourado. Novo ainda. Sapato delicado deve ter tido sua última noite calçando a senhorita fogosa e faceira que em passos de dança comemorou a noitada. Depois, rodou em doce passeio na Barra Forte do amado, a quem enlaçava delicadamente a cintura para se equilibrar. As duas pernas para o mesmo lado como convém a uma dama, e scarpin brilhando ao luar. Não foi percebido o desgarrar-se do acessório que por ali ficou pela sua própria conta, brilhando mais tarde, à luz do sol.

Dois pés perdidos no mundo. Macho e fêmea que nunca se encontrarão.

Desencontros relativos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Juros



Chegada a hora de pagar a conta e verificar se no ano que passou ficamos devedores de juros cobrados por nos adiantarmos em nossos feitos e estripulias, ou, se poupamos para garantir o depois.

No banco da vida vamos consultar o saldo de nossas atitudes e verificar se ficamos qual cigarras zunindo de um lado para outro sem pensar no amanhã ou se fomos a formiguinha que de cabeça baixa, analisou e poupou para os próximos tempos incalculáveis.

Não é fácil fazer o cálculo porque nem sempre estamos com crédito para decisões importantes e a falta dele, que pode ser a coragem, por exemplo, nos deixou sem caixa para construir aquele relacionamento, para conquistar aquele amor tímido que bordejou ao seu redor totalmente inseguro.

Provavelmente não aportou naquela instância em que nosso alforje sentimental estava dotado de auto-confiança suficiente para aceitar a oferta. Na surpresa do assédio implícito verificamos nosso saldo e constatamos que não havia créditos para utilizar e enlaçar o compromisso. O coração, inadimplente, deve a alma ao diabo por tanto sofrimento e desesperança. Sem recurso e esquecido, amor adiado.

Vamos dar uma espiadela no cofre das necessidades rotineiras e substanciais onde, com facilidade, verificamos a abundância e a prosperidade. Não é de surpreender, porque os esforços de economia foram legados a estes desígnios que deixaram sólida nossa posição frente ao mundo real. De prontidão para as questões de método que nos impulsionam para o amanhã, sem juros a pagar. Nosso crédito nesta conta enche as burras do lógico e do raciocínio incluindo todas as atitudes correspondentes ao sucesso, como deve ser.
Negociações e barganhas.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Entrelinhas



Entrelinhas são um fetiche para quem gosta de andar pela caligrafia enroscando uma aba na outra, fortuindo sinais, inventando significados e cavando enormes profundezas para a mente vagar. A paranoia, lado a lado como fiel depositária de todas as verdades ocultas do bem e do mal. Flanar na suposição e caçar a besta-fera do segredo.

Nas variantes do disse-me-disse são conjugados muitos verbos e contados vários assuntos, pairando em estranhas estrofes e rimas sem graça. Uma missiva enfarruscada, com meandros praticamente intransponíveis e com imprevisível prego na roda. As entrelinhas confirmam. É rolo.

Teclados abençoados que aceitam todas as batidas ditadas pelo coração entristecido e confuso seguem em marcha rápida. O alvo não importa. A questão é desabafar e gravar em fileiras negras o que é pretendido que se entenda. Um bom monólogo na suposição de acertar a mira e de pronto a distância para o entendimento. Na transparência cristalina das entrelinhasÉ rolo.

Entre palavras se anuncia o desvão do juízo e apesar da presença e da voz a muda intenção se esvai por um sentido implícito. A maestria de descobrir se impõe sedutora e esplêndida. Ao vivo as entrelinhas confirmamÉ rolo. Em recados sutis, muito espaço para sonhar. Ai meu Deus.


sábado, 25 de dezembro de 2010

Aquela mesa




A mesa, grande, naquele ambiente austero e clássico estava bem disposta com poucos lugares e aguardava silenciosa seus convidados. Depois de um ano em que poucos rostos puderam se enfrentar, e o olho no olho não funcionou como a melhor e mais cordial arma, é chegado o momento de pousar em todos, não só olhares, mas sorrisos abertos e gestos serenos.

Eles foram chegando um a um, com roupas informais, passos lentos e animada conjunção facial, muito a vontade para o encontro. Em tempo nenhum se percebia alguma pressa, olhar arrevesado ou preocupação das horas. Nem todos se conheciam mas conversavam como se amigos fossem e a animação dos assuntos versou sobre tudo.

A apresentação nem foi necessária, pois a indagação do olhar e curiosidade não tinha pressa naquele grupo formado por pessoas de várias idades, profissões e credos e que em dias normais tem como norte a pressa e a contagem dos minutos auferida severamente. O evento moldou a simpatia e a elegância de se comunicar com confiança e desejo de estar ali, simplesmente.

Em algum momento, me apartei, observando aquela cerimônia singular em que a alegria e o bom humor geraram altas e sonoras gargalhadas por um fio de uma prosa mais descontraída.

Nada parecido com aqueles olhares furtivos, dados solapados, riso cínico e arrogância contundente. Percebi com tristeza que a ferida ainda está aberta.
A ocasião do encontro valeu como mais um sopro para estancar a sangria.


O Apagar - Contos do Coração

  “Eu apaguei pouca coisa de mim porque sempre imagino que servirão para reescrever outro capítulo da história, corrigir o que me parecer se...