Todo mês vou lá. E me olho no espelho.
E assim se vão anos em que os rumos da minha vida refletida é
partilhada, encaminhada e monitorada em lupa.
Poderia ser qualquer reflexo, num e noutro lugar, ou também
eu comigo mesma, batendo cabeça.
Estes encontros com meu espectro em perspectiva, em que não
há limite na confissão do dia, na abertura do sofrimento e da alegria, vão
rasgando meus propósitos, aventando possibilidades e sacaneando meus medos.
Dar-se a ver em ângulos tão alternados como o que nos oferece
a vida, exige talento quase sobre-humano no entendimento das redes neurais e
neuróticas de cada um.
Limar com freqüência nossas ferragens corroídas é obra de
sacrifício, e não é para qualquer um.
A vida muda quando estamos de frente aos nossos parafusos a
mais, ou a menos, ou até um pouco frouxos.
A coragem de organizar a parafernália da mente, é nossa.
A
tarefa, é do espelho.
Escrever para viver e viver para escrever. A inspiração é o meu objeto de desejo a cada amanhecer e assim minha alma fica fortalecida no encontro do silêncio e da natureza marítima. Leiam com bons olhos! Mail para contato: verarenner43@gmail.com Vera Lucia Renner
domingo, 13 de dezembro de 2009
Espelho
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