Anotem na Agenda ! Amanhã, novo texto de “Contos do Mar “O Caos de Verônica”, dia 23 de junho, terça feira, no Blog da Vera Renner “..."ela conjeturou que estava farta de se alucinar entre fios, cabos, energia, fibra, metal, sensores e plaquetas..."
Crônicas da Vera Renner
Escrever para viver e viver para escrever. A inspiração é o meu objeto de desejo a cada amanhecer e assim minha alma fica fortalecida no encontro do silêncio e da natureza marítima. Leiam com bons olhos! Mail para contato: verarenner43@gmail.com Vera Lucia Renner
segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
A Rede de Pescar Retorna com Vanisa
O anoitecer começava a dar as
caras. Vanisa estava no jardim recolhendo as ferramentas que havia arrebanhado
para cuidar do guanandi, que já florescia lindamente. As verduras da pequena
horta se mostravam plenas de brotação, ansiosas para alimentar os moradores do
povoado. Neste momento, ela percebeu uma quentura na aragem da noite pairando
sobre o chalé. Talvez fosse o sentimento de gratidão que a invadiu ao analisar
o lugar que a resgatou, deu morada e comida. Toda noite ela orava pelo pequeno
e laborioso povo e entendia: faria o que pudesse para retribuir a graça.
Enquanto pensava sobre este
assunto, dirigiu-se ao forno de barro onde os pescados estavam limpos e
enfileirados, prontos para a secagem com sal e que seriam armazenados e
distribuídos na vila. Ela havia tomado a si a tarefa, primeiramente, para
aprender a lidar com o resultado das idas e vindas das embarcações e, em
segundo lugar, promover a sua interação nos costumes do povoado.
Acontecia, neste momento, a
preparação dos veleiros para a manhã seguinte. Este era o período de
congraçamento dos marinheiros que normalmente celebravam a boa pesca do dia, já
ansiosos pela próxima. Era uma época em que numerosas espécies singravam a
superfície do oceano cumprindo a missão da cadeia alimentar do planeta. No
entardecer e apagar das luzes acontecia a mágica da navegação; o marujo
conhecedor dos ventos e marés rabiscava seu mapa de localização dos cardumes; o
restante se dedicava à limpeza e arrumação de velas, mastros proa e popa. As
mulheres, os idosos e as crianças aguardavam a tarefa ser concluída, oferecendo
canecas fumegantes de sopa de peixe.
O espirito de Vanisa a cada
dia se renovava em coragem, sem que ela soubesse a causa. Imaginou que podiam
ser os últimos acontecimentos que estavam calibrando a sua transição, a partir do
cristalino das águas no “Aconteceu no Fim do Mundo”. Desceu correndo ao
encontro dos marujos pedindo que a levassem rumo às ondas. Os marinheiros
desconfiaram da oferta inusitada, mas como a consideravam misteriosa, aceitaram.
Trajada com um longo vestido de
algodão branco e nos ombros o xale de renda oferecido pelas aldeãs, ela
acomodou-se na proa que já navegava célere no topo das marolas transparentes do
oceano. Com um sorriso infantil escutou o frêmito das nadadeiras e o som habitual
do Peixe-Vermelho e Peixe-Canário, que acompanhados pelo eco das bolhas cantantes
criaram o acorde que saudava a Princesa. A comoção tomou conta dos pescadores que
assistiam à cena de saudação à mística Vanisa. Com cuidado recolheram a rede de
pesca, vazia.
sábado, 20 de junho de 2026
"Contos do Mar" com Vanisa - Amanhã, Domingo, dia 21 de junho!
Não
perca novo texto de “Contos do Mar” “A Rede de Pescar Retorna Vazia com Vanisa! “O que acontece quando a “Princesa” do povoado
embarca com os marujos no apagar das luzes?” Venha se emocionar com esse
mistério e descobrir o chamado das ondas. Amanhã, dia 21 de junho,
exclusivamente no Blog da Vera Renner!
sexta-feira, 19 de junho de 2026
O Dia Em Que o Mar se Abriu
Era uma vez uma ideia que eu
não ousava chamar de sonho porque é difícil de formular e mais ainda de
alcançar. Creio que se compunha de um lote de pequenos pedaços de vida desgrenhados
e voláteis flutuando junto aos meus sentimentos. De vez em quando se escondiam,
mais adiante renegavam o propósito e, em tantas ocasiões, eram jogados fora,
como se dentro de mim não tivessem serventia. Pensaram que tinham autonomia de
movimento, não imaginando que, do outro
lado, estava uma vontade.
E assim o tempo da vida andava,
calçando todo tipo de sapato: de tamanco, de chinelo, de pés descalços, de
alpargatas, de pantufa, de sapatos de salto e botinas de couro. Mesmo com este
vestir de andarilha da vida, não havia jeito de chegar próximo ao capítulo que
escolhi para ser o mais importante de todos os tempos. Ao olhar para a ideia
delineada com tanta antecedência, não era possível enxergar a clareza do
abandono que iria preceder o movimento.
Em um dia quente de verão, uma
tempestade varreu as cidades: sacudiu as janelas, a escuridão tomou conta dos
lugares. No dia seguinte, caminhei lentamente por entre os escombros da cidade
vazia de planos: sem sirenes, sem luz, sem vento, sem comunicação e sem som. Regressei
para casa, fiz as malas, fechei a porta e disse: vou para não voltar.
Foi assim que abri as portas do
capítulo final da minha existência. No meio do caos, do desmonte da vida e da
casa, da linha reta no horizonte me aguardando sem mapa na mão. Afinal, percebi
que eu havia nascido duas vezes: da minha Mãe e deste Mar. São dez anos de
palavras ao vento, de refazer os caminhos quando eles chegam a lugar nenhum, de
olhar para frente e para trás buscando o sentido, de perceber cada segundo que
passa e não perguntar a razão. Todo dia me deparo com o mar no horizonte e
penso: “O mar sempre abriu as portas porque eu nunca deixei de bater.”
quarta-feira, 17 de junho de 2026
O Botão da Companhia
Minha Mãe tinha uma caixa de
botões de impressionante variedade e capricho. Sobravam aqueles que ela não
quis utilizar na feitura das roupas que costurava, ou eram excedentes. Eu era
bem pequena e, ao chegar do colégio, me sentava perto dela: derramava minhas
coisas da pasta, espalhava meus lápis fazendo uma barulheira intencional,
tentando disputar espaço com o barulho da máquina. Queria chamar sua atenção,
arrancá-la daquele isolamento, já imaginando quais linhas e carretéis ela teria
escolhido para lhe fazer companhia enquanto eu estava fora. As opções eram
muitas: um feitio de vestido de baile para as filhas, pijamas, roupas do colégio,
sapatilhas de crochê com solado de couro para o inverno, chapéus de praia e
mais uma infinidade de peças para vestir a família e a casa.
Este pensamento correu por
todo o meu corpo e as imagens da parafernália colorida estavam pedindo passagem
ou apenas um lugar para brilhar novamente
fora do estojo de costura.
Lembrei das minhas falas com o espelho e com as paredes, prática comum no lugar
de silêncio profundo que habito e que muitas vezes me inibe de formular algum enigma
mais barulhento - inclusive o meu refletir secreto.
De todas estas imagens que se
refletiam em mim, a que mais me trouxe a lembrança de companhia, foi os botões.
Eles me davam asas à imaginação, tanto na brincadeira de enfileirá-los por
tamanho, cor ou forma quanto ao pensa-los pendurados em algum vestido, saias ou
blusas de menina-moça.
Como meus interlocutores do
silêncio deram uma pausa, vou conversar com meus botões, determinando tarefas
de acordo com o seu perfil de existência. Lá vem o Botão de Massa, o simplório
que resolve; na sequência, puxo para um papo o Botão de Pressão que vai
resolver rapidamente minhas pendências; o Botão de Madrepérola vai trazer a luz
da Lua nesta noite; o Botão de Madeira vai trazer o aroma do mar do Chalé da
Vanisa e o Botão de Metal vai abrir a conexão de Verônica. Finalizo minha solitária intervenção
escolhendo o Botão de Casa: aquele que fica sem par.
terça-feira, 16 de junho de 2026
O Passado Tira a Farda de Verônica
O casebre se encontra em meio
ao areal da praia, camuflado numa densa vegetação que esconde a presença da arriscada
morada da ciborgue, que ali foi depositada originalmente como material de
descarte. Foi ao chão toda parafernália de metais e fiação corrompidos.
Verônica, bastante avariada na sua estrutura, suspira longamente e ansiosa,
percebe que algo se rompeu dentro do peito com estalidos diferentes do antigo
tambor férreo. O coração industrial havia parado de tocar a marcha dos engates fabricados
na grande plataforma.
Com muito esforço ela
conseguiu arregimentar a carcaça rejeitada, levando-a para o interior da
precária choupana. Ao entrar no ambiente de madeira rústica, áspera e fria,
entendeu que por detrás da sua arquitetura corporal havia ocorrido uma mudança que
enlaçava os filamentos elétricos: em vez de alguns choques espartanos, surgiu
uma linha de luz que deixou parte do seu esqueleto sentindo uma agonia
desconhecida.
O brilho – até então incógnito
– estava interferindo no seu raciocínio lógico, sinalizando que naquela
situação, surgia a beleza de estar viva e livre. Em meio ao caos inicial de
arrumação encontrou no assoalho esburacado o “Manual da Verônica” que havia
sido jogado no lixo, por não ter mais serventia. Ao folhear as poucas palavras
que descreviam, basicamente, sua criação, teve a certeza de que se iniciava ali
a transformação do seu cérebro blindado, em direção a algo maior.
Verônica retirou sua farda de
combatente deixando à mostra o estado precário da sua composição. Rapidamente
compreendeu que ao decifrar as regras da sua construção encontraria os códigos
de cura: agora ela já podia contar com um espírito de reconexão ao invés da bomba
de guerra eletrônica instalada em meio aos seus nervos artificiais.
O braço, com costuras de metal
e veias elétricas será o fio condutor da reconexão ensejada por esta criatura
liberta. Grande parte dela nada sente, porém, ao habitar esse mundo conectado
com a natureza agreste em que foi jogada, as chances de cura são reais. O céu,
a terra, o mar, o sol e a lua aguardam Verônica com sua roupa de soldado
remendada.
domingo, 14 de junho de 2026
Vanisa e o Assobio do Carvão
Vanisa despertou nesta manhã
quando a madrugada se despedia da noite. Os marujos já estavam a léguas de
distância, longe de sua vista, que antes mirava o casco da embarcação no sobe e
desce das vagas, bastante altas neste dia. Ao despertar, veio-lhe ao pensamento
a imagem de algumas páginas em branco, amarradas com linhas de pescar e entregues
anonimamente na gaveta de trabalhos manuais. Correu para conferir se ainda
estavam no lugar e, ao lado, pedaços de carvão, que em sua lembrança ali depositara
após terem sido incinerados, em uma pequena fogueira no seu jardim.
Com a certeza do que iria encontrar,
abriu rapidamente a gaveta. Retirou o conteúdo com sofreguidão e espalhou as
folhas de cartolina em sua frente, resgatando os pedaços de madeira calcinada
que haviam sido milimetricamente desenhados pelas labaredas. Sentiu um calafrio
e a aragem do mar se fez presente, deixando a mente impulsionada a preencher o
vácuo - que vez ou outra - se instala dentro de sua alma.
Não demorou muito para
recobrar o equilíbrio, erguendo o tição pontiagudo que assobiou ao rasgar o
primeiro traço do seu passado recente. Um leve sorriso aflorou na face corada da
moça que percebeu com nitidez que este arrojo no papel significava o limite do
mar - que a roubou e devolveu – e a beira da praia.
Empenhada em materializar seu
reencontro consigo mesma, ela viu os traços surgirem com rapidez, espalhando-se
pelos cantos da página, resvalando na intenção da linha, parecendo temerosos e
incertos no retrato dos acontecimentos que até ali eram apenas sussurrados.
Na janela entreaberta para o oceano,
Vanisa estendeu o olhar; anuviou-se por instantes seu coração que batia lentamente,
como se pedisse socorro. As mãos estavam sujas, e o vestido branco manchado avisou
que o giz rústico da terra tinha se
esfarelado, criando um denso e brilhante pó negro. Recolheu o carvão e a folha
manchada, dobrou-os com cuidado enrolando-os delicadamente, em um bordado das
rendeiras. Levantou-se com os olhos ainda brilhantes e saudosos, alisou o
vestido, colocou o avental e foi encontrar os aldeões que estavam na lida do
pescado recém chegado.
sábado, 13 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Quando a Natureza Namora
Dia diferente este em que toda
a natureza acorda em forma de um lindo coração. O Amor, sentimento que
escorrega por todas as frestas sem qualquer impedimento, porque ele vive por si
só, independentemente de ter acolhida. Nasceu soberano, e neste alvorecer,
resolveu vir aqui na costa espernear para ser visto, lapidado e espalhado. O
dia acabou de virar uma festa porque por onde se olhava, múltiplos enigmas do
amor se escondiam na expectativa de serem encontrados. Quem sabe os corações
atentos terão a oportunidade de juntar-se a este anseio sem reservas, que
raramente está disponível.
O primeiro a apresentar-se
como candidato à Afeição foi o Oceano, que caprichou no esforço de mostrar-se
apto a receber este afeto. Ele tinha o desejo de conquistar, com seu encanto,
quem por ventura recebesse de si o bálsamo de águas tépidas - um elo que se
derrama no suave banho de espuma das ondas pequenas, temperadas com algas
verdes e sal marinho.
O Sol assistiu à performance
romântica do amigo, animando-se a criar um cenário conquistador. Sua primeira
atitude foi arrefecer o modo de existir, abrandar a luz esfuziante do amanhecer
e, o mais importante: esfriar o calor que é de sua propriedade espalhar. Após tomar
estas providências, o astro demonstrou a Devoção que nasce sem promessa.
O vento chegou atrasado no
ensaio de homenagens ao Dia da Ternura e teve que amarrar o seu ímpeto nos
coqueiros da beira da praia, que balançaram
suas folhas. A brisa marítima iniciou sua artimanha para conquistar a
chama sonhadora instalando em si o sopro da vida, o beijo sutil e a valsa com
as ondas. Depois de ter acalmado seus quadrantes, postou-se ao lado do Oceano e
do Sol sob o Firmamento Divino.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
O Ponto Final Não Bordado
Esta noite eu sonhei com a
minha caixa de costuras no tempo de menina-moça me trazendo, tanto as
lembranças de imagem quanto as de percepção olfativa e sentimental. O sono logo
se fez leve e tenho a convicção de que esta foi a minha chance de aproveitar um
momento de fuga do tempo de hoje. Meu despertar aconteceu ao aspirar o delicado
perfume do estojo de bordado, confeccionado com as flores secas trançadas, em suave
palha aromática. O colorido infantil dava o tom ingênuo da arte de uma era
extinta.
Com esta sensação física
moldando o meu despertar, ao pular da cama me dirigi a um baú, existente no
canto mais escuro do sótão, porque eu imaginava que provavelmente ali a teria
depositado. Lembro bem do dia em que me foi concedido caminhar de salto alto,
usar uma saia justa e um blazer. Na mesma época fui autorizada a desfazer os
cachos do meu longo cabelo infantil. Este dia foi o marco para guardar a
caixinha de costura que incluía o bastidor, as linhas, as agulhas, os botões
coloridos e pequenas tesouras. Minha mocidade de cores suaves e lindos bordados
foi substituída por tecidos austeros, sem o desenho em ponto agulha de suaves
borboletas com linha de seda rosa.
Desembaracei com cuidado o
pacote em que eu havia embrulhado o tesouro do meu tempo de menina. Linhas de muitos
matizes enrolados em grandes e pequenos carretéis estavam organizados no
gracioso compartimento que recendia a almíscar, tornando a lembrança ainda mais
vívida.
Sentei-me no alpendre com a
peça nos joelhos, retirando as delicadas peças ornadas, que um dia estiquei nos
bastidores. Fiquei curiosa por rever os
pedaços de linho que na minha inocência preparei, sem haver um desenho
programado. Meus olhos inocentes passeavam pelo jardim, ondulando nas flores,
borboletas e rouxinóis, imaginando que um ou todos iriam ser retratados nas
toalhas da casa. E assim se fez em mim a arte de desenhar com o fio na agulha
retratos da natureza; em ponto cruz, ponto atrás, ponto cheio e bordado livre:
mas nunca com O Ponto Final.
terça-feira, 9 de junho de 2026
Verônica Deu Rumo ao Mar
Verônica, após ter sido
descoberta em uma quase caverna, em meio aos cômoros da praia, no fim do mundo,
postou-se frente ao mar mais empertigada do que nos últimos tempos. Desviou
vagarosamente o olhar do janelão frente ao cenário marítimo porque esta
contemplação estava hipnotizando o ritmo de sua engrenagem, que para todos os
efeitos, mostrava sinais de alerta. Em alguns pontos minúsculos da sua
estrutura existiam espaços destinados a materiais, que interligados, compunham o
metal da sua carcaça, porém, ela encontrou minúsculas falhas que se
apresentavam sonoras, como um zunido delicado e macio de ouvir.
Retirou da gaveta o Manual
Da Verônica que ela surripiou apressadamente quando de sua fuga da
fabriqueta em que a montagem de sua vida de ferro estava sendo criada. Todos os
movimentos de sua invenção encontravam-se ali descritos: inclusive falhas apresentadas
em símbolos matemáticos na contracapa, que, neste momento, não lhe interessava ler. Talvez já houvesse algum
impulso elétrico se imiscuindo no seu raciocínio lógico.
O que ela já sabia é que sua
origem não provinha de um ser humano despedaçado, o que lhe concedeu um certo
alívio, aliás, se surpreendeu por ter manifestado um sentimento e pensou: “mais
tarde vou considerar esta atitude”. Por enquanto, a perturbação fora do comum
para seu esqueleto articulado, era bem vinda.
Até este momento, não havia
conseguido encontrar o que impeliu sua fuga da tropa de verdugos confinados em
grandes plataformas, onde não existe a luz do sol, a brisa e muito menos o
calor que compõe a matéria orgânica dos sensíveis. Se deu conta que não importa
sua origem: de um pedaço de pau, um seixo, uma moeda, um balde de tinta, um
parafuso enferrujado ou qualquer material derretido.
Em sua lembrança a desordem se
instalou no seu sistema quando por uma força não material interferiu nos
circuitos que estavam sendo montados, rompendo para sempre a ligação. O caos se
instalou no seu sistema, uma consciência aflorou em meio a um curto circuito
que a levou a fingir uma pane elétrica total, sendo imediatamente descartada
para reparos, no camburão que carrega os corrompidos. Verônica sentiu um tremor
no peito e um rouco sussurro: Dê Rumo ao Mar.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Verônica Deu Rumo ao Mar
“Verônica é uma cyborg que em sua
bancada tecnológica, de frente para o mar, tem em mãos o Manual da
Verônica. Confira amanhã, dia 9 de junho!!!”
Contos do Mar - Veronica, a Ciborgue por Um Fio de Luz
Anotem na Agenda ! Amanhã, novo texto de “Contos do Mar “O Caos de Verônica”, dia 23 de junho, terça feira, no Blog da Vera Renner “... ...
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A traição impera de certa maneira no nosso dia começando pelo tempo que prometeu ficar de céu azul e se vendeu aos ventos e chuvas, desa...
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Na primeira vez me chamou a atenção um pé de sapato solitário perdido na beira do mar. Era de homem, e devia estar no fundo do oceano al...
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Descobri que estou sempre de malas prontas, não importando a viagem. Ao meu alcance, a bolsa do dia a dia que carrega em si as esperanças...










