Crônicas da Vera Renner
Escrever para viver e viver para escrever. A inspiração é o meu objeto de desejo a cada amanhecer e assim minha alma fica fortalecida no encontro do silêncio e da natureza marítima. Leiam com bons olhos! Mail para contato: verarenner43@gmail.com Vera Lucia Renner
sábado, 13 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Quando a Natureza Namora
Dia diferente este em que toda
a natureza acorda em forma de um lindo coração. O Amor, sentimento que
escorrega por todas as frestas sem qualquer impedimento, porque ele vive por si
só, independentemente de ter acolhida. Nasceu soberano, e neste alvorecer,
resolveu vir aqui na costa espernear para ser visto, lapidado e espalhado. O
dia acabou de virar uma festa porque por onde se olhava, múltiplos enigmas do
amor se escondiam na expectativa de serem encontrados. Quem sabe os corações
atentos terão a oportunidade de juntar-se a este anseio sem reservas, que
raramente está disponível.
O primeiro a apresentar-se
como candidato à Afeição foi o Oceano, que caprichou no esforço de mostrar-se
apto a receber este afeto. Ele tinha o desejo de conquistar, com seu encanto,
quem por ventura recebesse de si o bálsamo de águas tépidas - um elo que se
derrama no suave banho de espuma das ondas pequenas, temperadas com algas
verdes e sal marinho.
O Sol assistiu à performance
romântica do amigo, animando-se a criar um cenário conquistador. Sua primeira
atitude foi arrefecer o modo de existir, abrandar a luz esfuziante do amanhecer
e, o mais importante: esfriar o calor que é de sua propriedade espalhar. Após tomar
estas providências, o astro demonstrou a Devoção que nasce sem promessa.
O vento chegou atrasado no
ensaio de homenagens ao Dia da Ternura e teve que amarrar o seu ímpeto nos
coqueiros da beira da praia, que balançaram
suas folhas. A brisa marítima iniciou sua artimanha para conquistar a
chama sonhadora instalando em si o sopro da vida, o beijo sutil e a valsa com
as ondas. Depois de ter acalmado seus quadrantes, postou-se ao lado do Oceano e
do Sol sob o Firmamento Divino.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
O Ponto Final Não Bordado
Esta noite eu sonhei com a
minha caixa de costuras no tempo de menina-moça me trazendo, tanto as
lembranças de imagem quanto as de percepção olfativa e sentimental. O sono logo
se fez leve e tenho a convicção de que esta foi a minha chance de aproveitar um
momento de fuga do tempo de hoje. Meu despertar aconteceu ao aspirar o delicado
perfume do estojo de bordado, confeccionado com as flores secas trançadas, em suave
palha aromática. O colorido infantil dava o tom ingênuo da arte de uma era
extinta.
Com esta sensação física
moldando o meu despertar, ao pular da cama me dirigi a um baú, existente no
canto mais escuro do sótão, porque eu imaginava que provavelmente ali a teria
depositado. Lembro bem do dia em que me foi concedido caminhar de salto alto,
usar uma saia justa e um blazer. Na mesma época fui autorizada a desfazer os
cachos do meu longo cabelo infantil. Este dia foi o marco para guardar a
caixinha de costura que incluía o bastidor, as linhas, as agulhas, os botões
coloridos e pequenas tesouras. Minha mocidade de cores suaves e lindos bordados
foi substituída por tecidos austeros, sem o desenho em ponto agulha de suaves
borboletas com linha de seda rosa.
Desembaracei com cuidado o
pacote em que eu havia embrulhado o tesouro do meu tempo de menina. Linhas de muitos
matizes enrolados em grandes e pequenos carretéis estavam organizados no
gracioso compartimento que recendia a almíscar, tornando a lembrança ainda mais
vívida.
Sentei-me no alpendre com a
peça nos joelhos, retirando as delicadas peças ornadas, que um dia estiquei nos
bastidores. Fiquei curiosa por rever os
pedaços de linho que na minha inocência preparei, sem haver um desenho
programado. Meus olhos inocentes passeavam pelo jardim, ondulando nas flores,
borboletas e rouxinóis, imaginando que um ou todos iriam ser retratados nas
toalhas da casa. E assim se fez em mim a arte de desenhar com o fio na agulha
retratos da natureza; em ponto cruz, ponto atrás, ponto cheio e bordado livre:
mas nunca com O Ponto Final.
terça-feira, 9 de junho de 2026
Verônica Deu Rumo ao Mar
Verônica, após ter sido
descoberta em uma quase caverna, em meio aos cômoros da praia, no fim do mundo,
postou-se frente ao mar mais empertigada do que nos últimos tempos. Desviou
vagarosamente o olhar do janelão frente ao cenário marítimo porque esta
contemplação estava hipnotizando o ritmo de sua engrenagem, que para todos os
efeitos, mostrava sinais de alerta. Em alguns pontos minúsculos da sua
estrutura existiam espaços destinados a materiais, que interligados, compunham o
metal da sua carcaça, porém, ela encontrou minúsculas falhas que se
apresentavam sonoras, como um zunido delicado e macio de ouvir.
Retirou da gaveta o Manual
Da Verônica que ela surripiou apressadamente quando de sua fuga da
fabriqueta em que a montagem de sua vida de ferro estava sendo criada. Todos os
movimentos de sua invenção encontravam-se ali descritos: inclusive falhas apresentadas
em símbolos matemáticos na contracapa, que, neste momento, não lhe interessava ler. Talvez já houvesse algum
impulso elétrico se imiscuindo no seu raciocínio lógico.
O que ela já sabia é que sua
origem não provinha de um ser humano despedaçado, o que lhe concedeu um certo
alívio, aliás, se surpreendeu por ter manifestado um sentimento e pensou: “mais
tarde vou considerar esta atitude”. Por enquanto, a perturbação fora do comum
para seu esqueleto articulado, era bem vinda.
Até este momento, não havia
conseguido encontrar o que impeliu sua fuga da tropa de verdugos confinados em
grandes plataformas, onde não existe a luz do sol, a brisa e muito menos o
calor que compõe a matéria orgânica dos sensíveis. Se deu conta que não importa
sua origem: de um pedaço de pau, um seixo, uma moeda, um balde de tinta, um
parafuso enferrujado ou qualquer material derretido.
Em sua lembrança a desordem se
instalou no seu sistema quando por uma força não material interferiu nos
circuitos que estavam sendo montados, rompendo para sempre a ligação. O caos se
instalou no seu sistema, uma consciência aflorou em meio a um curto circuito
que a levou a fingir uma pane elétrica total, sendo imediatamente descartada
para reparos, no camburão que carrega os corrompidos. Verônica sentiu um tremor
no peito e um rouco sussurro: Dê Rumo ao Mar.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Verônica Deu Rumo ao Mar
“Verônica é uma cyborg que em sua
bancada tecnológica, de frente para o mar, tem em mãos o Manual da
Verônica. Confira amanhã, dia 9 de junho!!!”
domingo, 7 de junho de 2026
Vanisa e o Bilhete no Ancoradouro
O mundo clareava todo dia diferente,
com pincéis diversos, tantos quantos fossem os tons do universo à disposição.
Assim a vida nascia com cenário desigual ao de ontem, e alternativo no amanhã:
foi com este sopro que Vanisa acordou, não somente abrindo os olhos, mas
enxergando uma mudança no ambiente caseiro, com destaque para uma quentura rara
e receptiva a sua presença. Esta impressão abraçou a moça de modo tão real que
sentiu em seu corpo uma sólida vibração.
Ainda deitada, esticou o
corpo, pregou os olhos no teto levando a mão ao peito e sentindo seu coração
batendo forte. Ao sentar-se na cama ainda morna do sono reparador, percebeu a
sala iluminada, com a cor da lua e o brilho das estrelas. Lá fora, o oceano se
agrandava em suas primeiras ondas e brincalhão, respingava espuma branca no
alpendre, na tentativa vã de chamar a moradora para dentro das águas uma vez
que assim a conduzira, a esta aldeia.
Levantou-se, vestiu sua roupa
mais rústica e ainda leve, deixou seus pés descalços porque ardiam como fogo ao
se arrastar no assoalho limpo e áspero.
Parecia existir um raio oriundo da base do chalé que fluía em pequenas fisgadas
de torpor.
Resolveu checar como estava o
povoado nesta manhã que - para ela - parecia no mínimo surpreendente e ao abrir
a pesada porta, encontrou na soleira um vaso com uma delicada folhagem da qual
não reconhecia a origem, até porque sua estrada até este lugar havia sido por
via marítima. Tomou nas mãos a oferta - por enquanto anônima – que se
encontrava enrolada com capricho em um pano de linho rústico e resistente.
Depositou-o sobre a mesa de jardim, desfez o pacote ansiosa por descobrir quem
formulou o recado com tanto capricho e mistério.
Ao estender o pedaço de pano
no tablado de jardinagem ela encontrou uma singela proposta, que encheu seus
olhos de lágrimas como se fosse um bálsamo. Neste instante compreendeu que a
quentura do seu corpo no alvorecer se originou do movimento espiritual secreto
dos aldeões.
O bilhete havia sido escrito por
mãos calejadas que empregaram tinta com a qual os trabalhadores do ancoradouro
ilustram seus barcos, os remos, as velas, o casco, a âncora. Em letras com
desenho incerto a oferta seguiu tão bucólica, quanto o lugar: “Entregamos à
forasteira o atestado de posse da vida em solo que se move. O Guanandi será a
forja das raízes que por debaixo da terra marcarão a fronteira da sua chegada.”
sexta-feira, 5 de junho de 2026
O Mundo de Fora e o de Dentro
Vou passear do lado de fora do
mundo que tantas e tantas vezes desdenho, porque sempre me empenho em fugir de
suas armadilhas a cada vez que coloco meus pés no asfalto. Em caso de força
maior, entro pela porta dos fundos, pois acredito que ali ficam os decididos, os
renegados, os sem importância e os não bonitos da vitrine. Dia destes recebi
do meu planeta um sopro de maresia empenhado em me convidar a pular o muro e andar
por outras vias.
Logo acedi ao convite, porque
deste lado não se faz desfeita, e corri a buscar no fundo do armário aquela
botina que guardei, ainda com o lustro impecável. De tempos em tempos a retiro
para matar a saudade de uma era de concreto armado. Rumei pela trilha de chão e
logo alcancei a pavimentação que fumegava no sol do meio dia. O meu pensamento
andava vago, se esforçando para focar no lado de fora da minha vida que - neste
momento - deixaria para trás: meus pés descalços, cabelo ao vento, o mar me
espreitando e toda a natureza selvagem que sempre se faz íntima.
Iniciei o passeio propriamente
dito em calçadas de cidade onde meus passos andam errantes seguindo um fluxo
onde se mistura um pouco de tudo, estonteando-me levemente. Resolvi me distrair
apreciando as vitrines e uma após outra, elas me mostraram a sutileza de nada
necessitar, mesmo sabendo que no lado de fora é aonde tudo se tem.
Já estava desanimada porque
havia tido a impressão que eu poderia – ou deveria – ter uma surpresa nesta incumbência.
Resolvi sentar-me por instantes: meus pés doíam apertados no calçado de
antanho, me sentia descabelada por um vento desorganizado vindo de polos
opostos e o meu espírito começava a dar mostra de exaustão, ao se esforçar para
o que parecia ser inútil.
Meus olhos ambulavam
preguiçosos pelo entorno repleto de distrações, quando percebi uma luz muita
intensa vindo de uma das vitrines da rua. Parecia me chamar. Ao chegar bem
perto, me deparei com uma placa de madeira com os dizeres “Fui Ver o Mar”.
Arrebanhei a peça e tomei o rumo do chão batido. A placa eu a fixei no hall
como um aviso: ao entrar, vou ver o mar: e ao sair da mesma forma.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
A Gaveta de Sobras
Ando me sentindo igual à minha
gaveta de sobras: situada em um móvel de herança familiar, tão soberbo e cheio
de recordações, que quase se tornou um altar no meio da sala. Ele sempre foi
precioso e, por esse motivo, guardar lembranças pareceu ser a maneira mais
óbvia para sua presença. Lembrei dele porque já faz um tempo que me considero
por fora, como se ao meu lado houvesse uma roda, sem acesso, tornando
impossível a participação - talvez porque meus passos não se emparelhavam.
Resolvi organizar a traquitana
em apenas uma gaveta deixando a outra livre para o que houvesse no futuro, quem
sabe. Gosto de saber que a peça me acompanha há séculos e este termo me faz sentir tão ou mais antiga que
ela não fazendo parte deste mundo e deste sonho.
Um pouco arrependida de ter deixado
este sentimento aflorar fui a contragosto examinar o motivo de tal
emoção ter se manifestado com tanta intensidade, levando-me a largar o
dia vazio pela frente e enxertar o que, aparentemente, só existe em algum lugar
oculto. Ri baixinho, imaginando que ao me predispor a vasculhar o passado posso
descobrir um pedaço de mim extraviado ou jogado fora do giro em algum remoto
momento de voltas e revoltas.
Eu já começava a sentir
náuseas. Porque o sentimento de exclusão fez-se forte sendo empurrado pela
perspectiva de um dia longo, silencioso e vazio de tudo ao meu entorno,
portanto, um fácil depositário de maus presságios.
Sacudi a cabeça para que se
evadissem de mim essas pulgas enxeridas e iniciei a investigação. Abri a
primeira gaveta que rangeu soltando uma poeira fina. Esta se depositou nos meus
dedos que brilharam muito. Fiquei empertigada e comecei a catar o que ali se
encontrava: tudo estava organizado em pequenas caixas com itens importantes guardando
momentos especiais, que já passaram. Fechei o móvel lentamente, deixando tudo
como estava compreendendo por qual motivo estou fora.
terça-feira, 2 de junho de 2026
Coração de Luz
Hoje tomei uma decisão baseada
nos meus ouvidos, que despertaram moucos, e não foi por não querer ouvir o que
acontece lá fora: foi por não haver simplesmente nenhum som na atmosfera, a não
ser um chiado como se fosse de rádio antigo, até porque o meu, estava
desligado. Eu sou uma adoradora de
coisas que não acontecem porque minha mente metafórica já vai entrando na
corrida progressiva da invenção, somente parando quando acionado o guarda-chuva
de palavras que se fecha com a fita crepe.
A acústica ausente me empurrou
até a faixa de areia do mar que brilhava ao sol da manhã, reluzindo os sinuosos
caminhos de moradores, de dentro e fora da areia. Todos eles se movimentavam em
prol da subsistência sistêmica das espécies vizinhas, formando um mapa
intrincado de trajetos que se cruzam, atravessam, vão juntos ou se afastam. Não
demora, a primeira onda vem aguar o primoroso desenho. Não tem importância:
amanhã eles fazem outro.
Comecei a perceber que a beira
do mar ressoava o rumor da rua, isto é: quase nada a borbulhar. Segui em frente
sem muito me alterar achando muito bom que apenas o som dos meus pés nus se fizesse
ouvir - e, mesmo assim, com uma cadência especulativa, e não de velocidade. A costa
é selvagem e misteriosa porque o alto muro de areia fina é volúvel e gosta de
dançar valsa com o vento.
O oceano, ao avançar contra os
cômoros, cavou uma entrada que findava em um casebre rústico, com telhado de
zinco e uma pequena antena que emitia delicados raios de luz, como se pulsasse
dentro de um corpo - uma máquina, um aparelho qualquer que precisasse de
propulsão.
Aproximei-me com o coração
acelerado porque lembrei do esquisitismo do alvorecer e empurrei levemente a
portinhola do local que mansamente se abriu. A cena me cativou, mais do que me surpreendeu,
porque em frente a um janelão com olhos para o mar havia todo um aparato
tecnológico monitorado por uma moça de cabelo azul profundo, olhos azuis, com
um braço mecânico, pescoço de metal, conchas raras, caneca de café e algas.
Virou-se sorrindo no momento exato em que intensa luz pulsou do seu peito,
proferindo a frase: Eu sou “Verônica.”
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Coração de Luz
"Um sopro de vida, um feixe de luz vermelha na
janela... Ela chegou em silêncio. Blog da Vera Renner"
domingo, 31 de maio de 2026
Vanisa e o Labirinto Cristalino
O amanhecer trouxe Vanisa já com os pés na areia, apesar do
frio. Ela se esmerava para fazer todo santo dia sua reconfiguração anônima: de
semente jogada ao vento ao renascer do chão. O esforço para ser heroica busca
perceber o mar, que gosta de surpreender: a todo momento o tempo pode virar
tempestade e colocar o que está certo e contratado, de patas para o ar.
Tudo cheirava a óleo de motor
e peixe. O ranger do barco nos troncos de deslize iniciava seu rumo, os
palheiros da marujada recendiam a tabaco recentemente enrolado, as baforadas se
mesclavam com a maresia funcionando como chamariz aos aldeões: estava na hora
da pesca! Ela, que morava perto do pequeno ancoradouro passou a mão no alforge,
guardou secretamente a bussola antiga que havia encontrado no porão rumando
rapidamente até o barco que estava prestes a singrar ondas já bravias. Ao se depararem com a silhueta diáfana frente a
instrumentos rústicos, esboçaram um largo sorriso, acenando para que ela se
acomodasse na proa do pequeno veleiro, um lugar de honra ao visitante.
Todos sentiam a delicadeza nas
marolas verdes de hoje que apenas beijava o casco, mal lambendo os pés da nova
companhia que todos reverenciavam, deixando-a pouco à vontade. Não demorou
muito para conferirem-lhe a incumbência
de estender a vista até onde o horizonte se confunde com o oceano. Receosos, os
marujos observaram que a presença da moça movimentava tanto as águas rasas
quanto profundas, sendo acompanhadas por um zunido longínquo, semelhante ao
temido canto da sereia.
Vanisa se perdeu em seus
pensamentos, que foram desviados pelo borrifo de salitre no rosto que a fez
corar, lembrando da apoteótica chegada na maré estagnada, a bordo do “gigante
de ferro”. Neste momento, o casco da caravela submergiu levemente devido ao
estancar do vento e murchar das velas. A calmaria engoliu o grupo de pescadores
quando, ao mesmo tempo, o labirinto cristalino do planeta oceânico surgiu
frente a ela, demonstrando seu reconhecimento da figura mítica.
Do alto do convés ela mostrou
a bussola antiga e, sorrindo ofereceu o seu intento: o oceano profundo se
compadeceu e resgatou a brisa escondida, movimentou os ponteiros do quadrante,
as velas se ergueram e o zunido do canto das sereias se esvaneceu. Chegaram ao
pequeno porto com os porões de pescado lotados e - na espera - as caldeiras
fumegavam na faixa de areia. Pisarão a terra firme com Vanisa capitaneando o
destino de todos.
sábado, 30 de maio de 2026
Fui Ver o Mar
"Escrevi. Chorei um pouco. Pendurei a placa 'FUI VER O MAR'. Domingo eu deixo vocês lerem por que." Vanisa: novo capítulo. No blog amanhã.
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A traição impera de certa maneira no nosso dia começando pelo tempo que prometeu ficar de céu azul e se vendeu aos ventos e chuvas, desa...
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Na primeira vez me chamou a atenção um pé de sapato solitário perdido na beira do mar. Era de homem, e devia estar no fundo do oceano al...
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Descobri que estou sempre de malas prontas, não importando a viagem. Ao meu alcance, a bolsa do dia a dia que carrega em si as esperanças...











