sexta-feira, 28 de novembro de 2025

A Vida de Ontem

 


Acordei com os olhos abotoados sem saber direito se ria ou chorava para o que internamente se apresentava a mim nesta manhã que já ao clarear se mostrava insólita, me deixando em dúvida do caminho que eu deveria seguir a partir deste momento. Em seguida, sem medir as consequências da minha decisão resolvi que a sugestão vinda da noite deveria ser seguida à risca porque, confesso, se tem algo que me importa, que me faz agir, pensar, ler e escrever é esta ideia de espiar a Vida de Ontem.

Já com as minhas faculdades mentais alinhadas para a empreitada comecei olhando de frente para mim, não a de ontem, mas a de hoje que de cara me avisou que o espelho iria refletir a realidade e não o sonho que gosto de sonhar, principalmente acordada. Não fiz caso da provocação da minha mente que, aparentemente, queria fugir da tarefa de entrar naquele mundo de antigamente e que, analisando bem, começava antes de mim se configurando que o delírio prometia.

Sempre que eu me inclino ao passado me vejo em meio ao arrasto de coisas vividas que chega aos borbotões, todas de uma vez, atropelando meu pensamento que se confunde na organização do velho filme o qual eu sou a protagonista. Como eu havia decidido que desabotoaria meus olhos e faria um caminho de volta coerente tentando levar um carrinho repleto de alegria alteei a minha decisão como se fosse este o momento correto de descobrir por onde andei até aqui chegar, aliás, um longo caminho se contado em anos.

Comecei percorrendo a minha idade passo a passo recolhendo no meu coração tudo o que eu poderia lembrar de cada fase, estação, momentos claros e escuros e segui assim, pé ante pé, cuidando de mim mesma para não escorregar na lembrança remota que pudesse falsear a verdade, esconder os fatos, pular etapas. O resultado desta jornada de lá para cá me segredou que hoje sou a Vida de Ontem.

 

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Bom dia para morrer

 


Estou aqui pensando como seria um bom dia para morrer uma vez que a data permanece incógnita aos nossos olhos humanos e tenho a absoluta certeza que apenas cogitar este dia faz com que muitos corram para debaixo da cama. Para mim, que tenho a veia principal com origem na invencionice, seja para me divertir, divertir os outros, enganar a mim e a muitos ou simplesmente para jogar no ar algumas ideias estapafúrdias forçando a imaginação do Fim.

Eu vou começar pensando em um dia que irá amanhecer sombrio e triste onde o ser que será enviado para outro plano não tem ideia do que poderá lhe acontecer porque goza de boa saúde e tem sua rotina correta, cumprindo com todos os compromissos que lhe foram passados, mais os que ele mesmo resolveu colocar no ar em sua lista, justamente neste dia. Apesar de o amanhecer estar lento, preguiçoso e de cara feia esta alma rescinde uma luz calma, cálida e aconchegante e a cada passada seu espirito se eleva porque, instintivamente, sabe que o seu fim deve estar por aí e que a qualquer momento irá encontrar o tal lugar reservado para descansar. É só esperar.

De outra ponta os imaginários – como eu – preferem em seus devaneios sugerir que a busca do seu corpo seja efetuada quando houver um cenário lúdico e que preferencialmente o encontre em sereno recolhimento, que o reverencie naquela hora escolhida e que os atores da sua imaginação cumpram com a feitura da cena que poderá ser tantas e tantas vezes ensaiada. Talvez idealizar para o momento da chamada silenciosa que seus olhos reflitam um final de tarde com as luzes das estrelas rebrilhando nas águas do mar. Sonhar, sonhar, sonhar. Ir sem medo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

75 anos

 


Hoje é meu aniversário e esta data cada ano chega mais rápido mesmo que os meus passos no tempo andem mais devagar, que a fala restou lenta e mansa, os abraços são longos, as despedidas mais frequentes, os encontros mais raros, o riso benevolente acompanhado por um corpo que resiste deixando para trás suavemente sua força e, na contrapartida, o fortalecimento da alma. Aceito a queda livre que o corpo empreende porque é ele que me encoraja no fortalecimento da fé.

Ao abrir os olhos a cada amanhecer me surpreendo por estar aqui indo logo ao encalço do antigo espelho de mão que deve possuir em seu fundo o rosto dos meus ancestrais. Procuro não os ver me esforçando para sempre ter dentro de mim a face jovem para que nela eu possa lembrar de como eu me configurava ao iniciar a trajetória neste plano. Minha imagem no pequeno espelho não ameniza o sinal do tempo implacável, o esmaecido da cor dos olhos, o sorriso levemente trágico, a pele revelando com orgulho todos os sulcos provocados por uma vida até aqui que manteve os ingredientes necessários para acertar o passo.

Avancei um tanto além do meio do caminho e assim vou deixando na trilha percorrida algumas coisas importantes, talvez nem todas exclusivamente para mim, mas certamente muitas deixadas em minha frente propositalmente, outras, algumas maiores e menores traçaram atalhos longos e curtos. Há também aquela muralha que me pareceu intransponível à primeira vista e que neste momento, sentada na beira da calçada a vejo logo atrás e que por um milagre a venci. Não me preocupo com a estrada que aparece vazia a minha frente porque imagino que meu Destino, traçado antes mesmo do meu nascimento, esteja a se cumprir, logo ali, logo ali. Amém.

Uma bolha

 

Mais animada do que normalmente me larguei para a rua cheia de vento costeiro a balançar minhas ventas me embarafustando na mata nativa que fica aqui perto do paraíso com a intenção de me abrigar da fúria natural da estação.  Achei que eu estava com sorte ao me deparar com uma linda bolha transparente que trazia para o meu íntimo o exuberante lado externo da instigante paisagem o que de certo modo me impelia à reflexão atribuindo à minha alma certa calma por ter certeza que algumas feridas iriam cicatrizar.

Decidi entrar nesta bola transparente e frágil como se fosse de sabão porque tenho aqui dentro do meu coração que é chegada a hora de isolar o pensamento e deixa-lo à mercê de mim mesma refletindo de fora para dentro o que eu posso suportar.

Ao contrario da trilha que empreendi até chegar neste lugar o norte neste isolamento tinha seus passos já contados em simétrica arrumação, mesmo que eu não pudesse enxergar o local da chegada ao enveredar por ela. Não tive preocupação porque com toda a certeza havia um lugar correto construído para mim nesta manhã quente, ventosa e muito iluminada.

Comecei a seguir pé ante pé, pedra por pedra o roteiro que a meu ver estava predestinado para hoje, conseguindo absorver precisamente o significado da paisagem agreste que rodeava este meu passeio fora da curva em um dia em que minha mente volatilizava tal qual a brisa em meio a este verdejante caminho. O cenário migrou para dentro de mim como um balsamo inusitado sôfrego e carente de paz.

 


domingo, 23 de novembro de 2025

Um trailer

 


Antes de fechar os olhos, no momento em que o meu corpo finalmente resolve desanimar e se voltar para dentro de si para tentar, pelo menos, corrigir os erros do dia ou, a esta altura do tempo, apenas lembrar ao esqueleto que é chegada a hora de examinar com detalhe se o sistema está aqui e ali avariado e começar a se ajeitar, refazer, se puder.

Na outra ponta o sentimento que esteve ao meu lado sem arredar pé tenta se descolar e recolher-se para um canto qualquer do lugar de descanso porque talvez seja neste exato instante que o trailer do dia termina, quer queira quer não fechando a cortina, encerrando o que aconteceu até este momento não havendo nenhuma chance de corrigir qualquer cena, reabrir um diálogo ou pedir apoio para encompridar este pedaço tão pequeno da película. Apenas um dia que termina. Porém nunca se sabe.

A esta altura a estrutura física já desistiu de continuar alerta e se acomoda deixando de sobreaviso o sopro de vida que o acompanha. As cenas ensaiadas durante o dia ainda repercutem no fundo do coração e apesar de ter certeza que este capítulo foi concluído em algum lugar do espirito fragmentos flutuam aqui e ali invadindo, muitas vezes, o valor da razão, fomentando a dúvida em cima da certeza anterior, desdenhando a atitude correta, subjugando a covardia como modo natural. É assim que acontece um final revolto e duvidoso.

Todos os dados foram jogados no tabuleiro do dia e assim cumprindo o rito de finalização os pés são retirados do chão, as mãos se acomodam frente ao peito guardando que a emoção esteja protegida e deste jeito este pedaço de vida adormece congelado no tempo de hoje.

sábado, 22 de novembro de 2025

Falando com Deus

 


Todos os dias, antes mesmo de abrir os olhos elevo meu pensamento a Deus e, na sequência vou reverenciar o mundo criado por ele que se descortina da minha janela e que sempre se encontra ordenado com a natureza dando seu recado, reunindo a turminha do clima para que juntos ofereçam o tom do dia que apenas se inicia. O que importa é sempre imaginar que um mundo melhor irá ressurgir diariamente com a Fé restabelecendo todos os corações. É com este Norte que me deito e levanto diariamente.

Hoje, porém, está sendo um dia diferente a começar com a agitação que na madrugada invadiu minha casa fazendo com que os meus olhos se abrissem repentinamente de forma assustadora em meio a escura madrugada, como se houvesse um grande perigo prestes a acontecer. Orei aos Anjos para que velasse pela humanidade não havendo, entretanto, um arrefecimento da onda escura que, além de invadir meu coração, abateu meu semblante, marejou meus olhos de lágrimas desconhecidas, vergou meus joelhos ao chão, desenhou nas minhas mãos um pedido de socorro.

Me senti impulsionada a buscar o ar puro da noite que em um primeiro momento se mostrou denso e pesado parecendo não haver um espaço sequer para que minha intenção sagrada avançasse no vácuo desta noite escura e perigosa. Resolvi andar pela calçada molhada de orvalho praiano e alcancei a beira do mar onde me dirigi com vigor até suas ondas que refulgiam em prateada luz advinda das estrelas que pareciam ondular um caminho para um recanto distante da abóboda celeste onde restava um clarão que vagarosamente se espalhava pelo universo. Neste momento meus braços se ergueram para receber a mensagem de que o socorro estava a caminho. Aleluia!

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Sem aviso prévio

 


É verdade que não tinha hora para o contato, é verdade que sempre que se movimentavam os mequetrefes modernos de comunicação era para sair correndo e conferir porque dali poderia vir uma agradável surpresa, uma fala engraçada, uma musica desconhecida e fascinante. Pareceu-me que este achado pelas vias celestiais da internet vieram me proporcionar uma boa companhia virtual, nos mais variados dias e horários, sem pedir licença. Surgiu de mansinho, como não quer nada, dizendo ser de antanho. Demorei alguns segundos para lembrar com a referência do nome, apenas. Como um portal mágico minhas lembranças se abriram àquele tempo com detalhes surreais, não faltando nenhuma cor.

Mas é aquilo, o que nos fez bem aos olhos, ao corpo e a alma na juventude – que é o caso – está em nossas reminiscências mesmo que enevoado pelo tempo. Eu, particularmente, tenho muitas gavetas dentro da minha alma que não vasculho de jeito nenhum. Seja porque emperraram e então lhe viro as costas, seja porque perdi a chave por puro desleixo em relação ao ocorrido ou talvez a brecha em que se embarafustou o personagem minha emoção não tem mais alcance. Este caso foi diverso e no canto da estante memorial os fatos estavam vívidos.

Ainda estão bem claras na minha fantasia aquelas ocorrências que se destinavam apenas a desfrutar das gabolices da juventude, das risadas repentinas e do ir e vir de assuntos menos complexos do que se gostaria. A conexão depois de tanto tempo passado surgiu com seu poder de resgate tão forte que fica difícil não sentir pulsar a empatia estabelecida em tempos remotos, tantos, que não me sobram dedos para contar.

O banzo que me acomete é perder o que a vida me devolveu com outros contornos, mas com muita importância, tanto que com a mesma surpresa do reencontro ainda que virtual, apreendo que os dois destinos andaram juntos apenas com outra vibração. As lembranças são eternas e este abrir e fechar de cancelas emocionais lava a alma.

Agora padeço uma inconformidade porque sem aviso prévio, sem um adeus em letras, sem um gesto musical, sem um olhar de celular, sem assuntos variáveis eu o perdi havendo no ar uma negativa de ousar suposições sinistras. Agora meu olhar vaga - não no horizonte - mas na ausência de notificações.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Rastro

 


Eu não entendi direito porque soava aos meus ouvidos com tanta insistência aquele palavrório intempestivo e que feria meus ouvidos, acredito por mal compreender ou simplesmente por entender o desentendimento do pensamento que se jogou sobre mim como se eu estivesse surda para o mundo, para o descalabro e mais ainda, como se eu não soubesse diferenciar o que se coloca incompreensível.

Resolvi que dali eu me evadiria com passos firmes porta afora mesmo que em dias de hoje minha passada possa facilmente titubear, mas, acreditei que eu teria a força da indignação a me apressar correndo para o meu lugar de sempre e mergulhando nos mil alfarrábios que me cercam. Não pense que fui buscar sinônimos para aquele destempero verbal contumaz. Fui em busca de alguma compostura e aceitação arredando a fala que não pertence a mim ouvir.

Fui me acomodar frente ao meu melhor amigo, o Mar, que sempre me recebe bem, mesmo que esteja tão ou mais agitado do que eu. Descartei tudo o que poderia me influenciar para minha própria defesa e com este intuito iniciei a minha fala, esta sim com todos os efes e erres acomodados sob o teto do verossímil, este nobre senhor que não me deixa nunca em maus lençóis mesmo que eu escorregue frequentemente para histórias inventadas.

Ao assentar frente ao gigante da natureza que jamais descansa comecei uma conversa extensa porque ele vociferava muito e eu necessitava que ele me ouvisse. Em seguida eu aprendi como utilizar a força de um acontecimento para apagar seu resultado e assim eu, como ele, levantei minha onda de desagrado e a joguei em frente apagando os percalços com maestria sem deixar rastro.

 

 

 

 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Telefone com rabicho

 


Sempre volto ao antigo telefone e o modo como ficava disposto no lar demonstrando que ele era considerado uma peça chave para que a família pudesse fazer contato com parentes e amigos mesmo morando nas cercanias, assim como os que resolveram migrar e, através deste modernismo da comunicação, conseguiam dar e saber das notícias.

Todas as casas que tinham o privilégio de adquirir esta máquina reservava um recanto na sala ou no corredor que abrigasse com conforto o artefato que solucionava questões cruciais e urgentes, aplacava lágrimas de saudade de muitos, divertia a meninada trocando conversa sobre a turma do colégio, consagrava muita conversa de negócios. Enfim, era sempre uma decoração aprazível e confortável cercada de objetos familiares.

Meu pensamento volta porque a lembrança que eu tenho da infância e até adulta é que ao receber uma ligação se tinha a certeza que adviria um assunto conhecido, as vezes más noticias, porém, na maioria do tempo funcionava um corredor de conversa que trazia boa informação, convites, troca de receita, aviso geral dos movimentos da vila e todos estes temas faziam parte da rotina sem que em tempo algum houvesse ou causasse alguma estripulia no andamento da vida em curso.

Existe um modo diferente, sutil e anônimo que cerca nossa vida e pensamento que me dá a impressão de estar cercada pelo invisível me fazendo sentir que estou flutuando dentro de mim mesma parecendo mais frágil do que deveria, mais vulnerável do que eu gostaria, mais informada do que o necessário e mais contaminada. O recanto do telefone com rabicho não existe mais e com ele sumiu a vida que fluía aos poucos.

domingo, 16 de novembro de 2025

Roupa da Vida

 


E lá vem um novo dia que deixa a escuridão misteriosa para trás, não sem antes carregar escondido em si alguns segredos que foram compartilhados enquanto meio mundo dormia havendo sempre aqueles que ao fechar seus olhos encontravam seu mundo paralelo sendo este o lugar para que devagar se ajustasse alguma coisa ou coisa nenhuma.

Sigo firme e com os olhos bem abertos no enfrentamento da noite que sempre romântica e cuidadosa desce seu manto devagar como se tivesse duvidas se iria entrar para virar novo dia ou se deixaria ficar na penumbra, sombreando as cidades, perseguindo e espantando as nuvens densas que preferem navegar no céu quando entra a noite só para atrapalhar o encantamento do dia iluminado que se vai.

Eu tenho dois momentos em um dia que eu esqueço quem eu sou de verdade, no amanhecer com as cores da noite se despedindo melancolicamente e o anoitecer quando o dia se arrasta mansamente completando o ciclo daquele tempo somente. Somente aquele tempo.

Na primeira hora tenho a sensação exata que nasci naquele minuto abrindo os olhos para enxergar a vida que por obvio se apresenta novidadeira e cheia de energia da luz que se espalha, como se fosse dona de tudo, formando com suas sombras múltiplos desenhos geométricos deixando a paisagem com um movimento dinâmico alertando a cidade que é momento de iniciar a dança da rotina.

Na segunda hora, ou no momento da virada para a noite me encontro com a minha vida, neste momento mais longa do que eu poderia imaginar, e por este motivo o movimento de espera pela noite já me encontra com os olhos semicerrados para a realidade e já não possuo força para avaliar o que passou de maneira correta me sentindo empurrada para deixar passar, guardar em algum lugar que me fará esquecer para sempre, ou simplesmente não considerar. É neste momento que tiro a Roupa da Vida e vou dormir. De verdade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

De olho

 


Gosto muito de olhar o calendário e acabo me perdendo na divagação da passagem dos dias, dos meses e, seguidamente vou e volto até o final de ano sem precisar exatamente o que me atrai neste habito, porque na verdade não mantenho um objetivo ao vê-los passar parecendo a mim uma brincadeira que busca descobrir através da minha imaginação o estilo que impera nesta passagem do tempo. Vale dizer que estou sempre de olho no início da invasão avassaladora do verão e, isto posto, necessito tomar algumas providências urgentes.

Todo dia eu agradeço a Deus pela paisagem que se descortina frente a mim sem nenhuma falha de composição da natureza que parece, vez ou outra, me aborrecer soprando ventos airosos por dias e dias, em outra ocasião a chuva acontece deixando bichos e plantas afogados, porém, nada se compara quando a data de reinado do Rei Sol se aproxima provocando uma mudança de hábito subliminar, creio.

É neste momento que inicio a busca de um tecido para o cortinado que irá, por algum tempo, deixar o mar, as areias e as arvores com suas cores mescladas se confundindo com o que se passa na rua. A chegada do “voal” causa furor no meu olhar que, ora em diante até o final da farra litorânea irá apreciar o cenário exclusivo da morada através de uma peneira translúcida.

Já posso imaginar que o movimento desta rua em frente brindada por córrego naturalmente cristalino se tingirá de verde musgo, os bancos aprazíveis para descanso do dia a dia se tornarão um conluio da maledicência e falatório generalizado, as calçadas se transformarão na passarela das mais improváveis vestimentas e mais um sem número de retratos impossíveis que minha linda cortina poderá apenas anuviar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O que a IA pensa

 


Vera Lucia Renner é uma escritora e contadora de histórias brasileira, conhecida por suas crônicas e contos que exploram temas do cotidiano e da vida. Suas obras são marcadas por uma narrativa reflexiva e poética, convidando os leitores a refletir sobre a vida e suas complexidades.

Características de suas obras:

- Reflexão sobre a vida: Vera Renner explora temas como a natureza, a memória, a solidão e a busca por significado.

- Narrativa poética: Suas crônicas são conhecidas por sua linguagem rica e evocativa, criando uma atmosfera introspectiva e contemplativa.

- Cotidiano e universalidade: Embora suas histórias sejam muitas vezes baseadas em experiências cotidianas, elas abordam questões universais que ressonam com os leitores.

Presença online:

- Vera Renner tem um canal no YouTube onde compartilha suas crônicas e contos em áudio.

- Ela também está presente em plataformas de podcast, como Apple Podcasts e Spotify, onde suas crônicas são disponibilizadas.

Estilo e influência:

- O estilo de escrita de Vera Renner é caracterizado por sua linguagem simples, mas profunda, que convida os leitores a refletir sobre a vida e suas complexidades.

- Suas obras são influenciadas pela literatura brasileira e pela tradição de contadores de histórias.

Vera Renner é uma escritora que valoriza a reflexão e a introspecção em suas obras, convidando os leitores a explorar suas próprias experiências e emoções.


O Apagar - Contos do Coração

  “Eu apaguei pouca coisa de mim porque sempre imagino que servirão para reescrever outro capítulo da história, corrigir o que me parecer se...