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Às vezes me parece que o mundo anda para trás de tantas surpresas que tenho. As
certezas se vão como se nunca tivessem existido e os pensamentos zombam da
realidade brincando de não ser.
Vivemos com convicções que nos dão colorido e alegria e de repente a
impossibilidade de enxergar o verdadeiro, nos leva a repensar o que existe
atrás da cortina da vida.
Acreditar é uma mola propulsora para tudo o que queremos construir e julgar
destrói até possibilidades. E como conviver com este mundo multifacetado de personalidades
dúbias?
As certezas já não proporcionam segurança e o que nos comanda é a dúvida.
Chegou o limite da razão e o mais certo é recolher-se em si buscando o mundo
antigo com valores que atualmente não existem mais.
Mundo de tantos nomes e tão pouco conteúdo.
Tantas palavras e muito medo.
Tantas atitudes e conseqüentes desistências.
Tanta exposição e nenhuma sinceridade.
Tanta mentira e tanto disfarce
Tão pouca alma e compaixão.
Tantos amigos e pouca companhia.
Tanto assédio irresponsável.
Andar um pouco para trás e resgatar a dignidade de uma amizade, de um contato,
preservar o estreitamento de laços mais humanos, não descartando oportunidades
nem pessoas.
Vou ficar um pouco atrás da cortina deste mundo que andou ao contrário.
Escrever para viver e viver para escrever. A inspiração é o meu objeto de desejo a cada amanhecer e assim minha alma fica fortalecida no encontro do silêncio e da natureza marítima. Leiam com bons olhos! Mail para contato: verarenner43@gmail.com Vera Lucia Renner
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
De vez em quando o mundo anda para trás
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Hoje acordei com cem anos
Um despertar diferente me leva a crer que fiquei com cem anos da noite para o dia. Percebo o pensamento, outrora célere, parado. Nada dentro da cabeça, todos os nervos embaçados numa farra desordenada e alegre de neurônios em férias. Sensação estranha e boa, afinal. Parece que terminou o tempo de pensar. Agora é flutuar. Nem sei meu nome.
Meus ossos são gravetos arqueados e doloridos e as passadas, leves. Bom não ter vigor. Vigor cansa.
Meu dia de cem anos começa sem tarefas a cumprir. Sem pesos a carregar e sem novidades a lembrar. O mundo parece só meu e de tanto viver, nada devo a ninguém.
De mansinho um ou outro lembrete da vida começa a se derramar e não vem de dentro de mim. Vem de fora, de uma folha de papel jogada ao qual tropeço. Pareço um embrulho roto arrastando a vida que ficou para trás.
O mundo, vazio de futuro, parece comigo. Uma velha cansada. Minha alma jaz ao meu lado, prostrada e cinza, suplicante para voltar ao corpo.
Entretanto, o tempo não parou como eu pressentia. Queria apreciar o nada. Queria enxergar o velho. Queria me enxergar.
E só consigo ver o caminho passado com tantos afazeres empilhados e aprumados que me custa acreditar que aquela fui eu. Cada vez mais jovem, ocupada e tarefeira, pois na lembrança nada me segurou no cumprimento da rotina. E a viagem de volta continua, agora bem rápida.
Engraçado como velho anda rápido para trás!!!!!
Com avidez, a mente abre todas as gavetas e a realidade transborda de dentro delas tal qual lingeries de seda macias, coloridas e jovens.
E, agora lembrei, meu dia de cem anos vai acabar. Como o feriado.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Mentes no chão
Andar a
toa, dizem, faz bem para a alma que flutua, um pouco cambaleante de prazer, ao
sentir a atmosfera se enroscando pelo corpo físico.
O nosso olhar se transforma em grandes caleidoscópios na busca de cada detalhe
do caminho. No zigue-zague, palmas dos pés e pensamentos se unem para viajar na
realidade. Muitas das nossas passadas não deixam marcas, mas nos
surpreenderíamos se as pudéssemos ver.
Se houvesse o registro da turbulência da mente marcando o chão, teríamos
imagens com exatidão emocional.
Em preto e branco os pensamentos funestos, nas passadas embaralhadas a
lembrança da agonia. Passinhos fortuitos e alegres acompanham como um raio, a
lembrança do melhor. Macios, adentrando o chão, a mente envolvida em
perspectivas carinhosas ou de pura ilusão amorosa.
E a passada se desenvolve cada vez mais complexa formando a teia da nossa vida.
Deixada para trás.
domingo, 30 de agosto de 2009
Amigos..amigos..e que tais
Todo mundo quer ter amigos e deus nos livre se você for do
tipo solitário e pensador, ou, pior ainda, não andar com a manada. Sim, porque
ter uma turma de amigos significa seguir a manada. Pisar em ovos, cuidar para
falar o que não vai agradar a todos, não colocar seu pensamento como
alternativa em qualquer situação.
Se for assim, serás aceito.
Não tem voz quem quiser digredir do enunciado e está morto
quem tem vontade e pensamentos próprios e ousar enunciá-los.
Exagerei na entrada pra chamar atenção de como são insólitas
as relações humanas e ainda mais, no que se refere a amizade.
Sempre digo que uma amizade não se conquista como tantas
outras coisas. A amizade acontece, como o amor. E não acontece de repente
também. Ao reparar numa pessoa que agrada teu intelecto as vibrações e a
energia da aproximação começam a rodear o espírito dos interlocutores e então
se inicia a teia do mais nobre sentimento. O da amizade.
Dentre muitos, poucos
terão importância.
sábado, 15 de agosto de 2009
O funeral
Morrer é solene e a morte é imperativa. Não tem nada mais definitivo e mais incerto em nossa vida.
Sempre, sem acreditarmos que a hora vai chegar, aparece o velório daquela pessoa querida, parente, pai ou mãe e vais te ver diante da cerimônia, em que a despedida é a última.
É para nunca mais.
A cena, muitas vezes é insólita, pois entramos no túnel do tempo. A vida tratou de dar um soprão em todas as pessoas da cidade natal e de repente todas elas, do teu passado, retornam, como gentis fantasmas sorridentes te espreitando, te olhando, para confirmar se você é você mesma.
É neste momento que o funeral se torna uma cerimônia linda, única, entremeada de abraços e como vais, há quanto tempo, enquanto a alma do morto paira sorridente sobre o grupo, pois foi desta terra nascido e por ali viveu sendo respeitado e querido...apenas o destino o levou para outros cantos, mas sua alma mora ali, naquela cidade. É para ela que ele quer voltar.
As raízes afloram nesta hora, todos entram nos trilhos do passado e aproveitam a viagem que vai se tornando íntima e lúdica. As primas e primos, parentes e amigos que há muito não se vêem e que precisaram de reforço ocular para ter certeza de quem é este ou aquele, agora identificados, soltam a conversa.
O funeral vira uma grande e emotiva reunião onde todos se conhecem e se estranham porque já foram íntimos, e há muito, não o são.
Amigos de infância que juntos, têm as melhores recordações de criança parecem querer voltar no tempo, já começam a sorrir e se falar do mesmo jeito de 40 anos atrás ou mais.
O passado impera na cerimônia.
A alma do velado continua serena, pois afinal, em sua despedida, todos estão reunidos. Que honra.
E ele parte. Agora, para sempre. Regressa à sua terra.
À beira do túmulo, agora fechado e cheio de vivas flores e homenagens o grupo se alvoroça, é chegada a hora de voltar ao agora. Em círculos, as pessoas se misturam, andam erráticas e não sabem como se sai de lá.
A viagem de volta ao passado tem que terminar ali. Abraços de um e outro e quando se vê, se está abraçando e se despedindo pela terceira vez a mesma criatura e o grupo se alterna em círculos cada vez mais fechado e mais difícil de dissolver.
Enfim, se rompe o laço. Não tem jeito. É hora de voltar a viver a vida.
Até a morte.
Depois...é tarde!
A desvairada rotina nos suga da cama e nos joga no mundo tal como rolha de champagne arremessada em desvario.
Este é o inicio da vespertina manhã de nossas vidas.
Sem pensar, vamos aos apontamentos do dia e qual robôs, damos conta de tarefa após tarefa. Tudo no lugar, momento e timbre.
E vamos vivendo a hora, dia, mês e ano seguintes. Nada mais é agora.Tudo é depois. Nos tornamos almas penadas do tempo. Sonhando e fazendo o que ainda nem chegou.
E a vida de hoje, onde será que nós a fomos colocar? Ela não tem espaço nem para emoção porque também resolvemos não chorar agora. Choro depois, em casa, e o choro é engolido porque agora também não dá tempo e lá vamos nós a fazer bolhas na alma.
Não temos mais tempo para observar os amores em volta, querendo te laçar. Parece que uma aventura romântica está fora de lugar nesta rotina. Tantos impedimentos na mente mas o pensamento, voa livre! Será?
Não há escusas para repelir o prazer e alegria que um encontro – mesmo fortuito – pode proporcionar. Mas, todas as leis de boa conduta imperam no teu cérebro e evento após evento, rejeitamos o amoroso, sem trégua nem remorso.
Nosso coração jaz morto, coitado, de tanto ser açoitado pela dona sem compaixão.
Só mesmo a doidera de uma vida em saltos para não enxergar as paixões acontecendo, e você, deixando-as de lado.
Dizem que a vida é uma dádiva divina. E dela não aproveitam os pobres mortais. Por viverem o amanhã. Urgente é o nosso tempo.
Onde você estiver, não se esqueça de mim...
domingo, 19 de julho de 2009
Ahhhh..maluquices ciclísticas
Sou ciclista e fundista, isto é, esportista amadora que faz longas
distâncias. Em minhas andanças pela Porto Alegre Rural, tenho muito tempo pra
pensar, muita paisagem para adentrar e muita idéia maluca pra trocar com
alguém, ou simplesmente para tê-las como fonte, pra qualquer coisa, até pra
escrever.
Depois de horas em estradinha de chão batido, o clima bucólico da paisagem
começa a me deixar leve – na realidade mais do que eu gostaria – risonha, sem
grandes motivos, neurônios esvoaçantes e o corpo todo se movimentando não
deixando nem um feixe de músculo de fora dessa dor, morro acima e abaixo.
O movimento rural tem um tempo de contar horas muito próprio e as feições
circulantes, parecem todas iguais, de uma tal masmorrice que é de assombrar. A
conversa dos peões é tão arrastada que se confunde com o zumbido de muitos
insetos da mata. O ritmo e a energia que ali pulsa com certeza é 220 wolts.
O filmezinho não pára e as pernas obedecem a cadência do esforço dobrado em
meio a buracos, areias e pedras. Velhos Chevetes inacreditáveis, ao passar,
levantam leve poeira que me envolve em fina camada vermelha, brilhando ao sol
de inverno que me olha de esguelha.
As rodas da bike com seu ruído característico, chiam, reclamam e rebolam na
terra fôfa, mas vão em frente. Meus pensamentos, bom, meus pensamentos não
existem mais. Apenas delírios envolvidos na endorfina, arquitetando sonhos
entre as taperas bem formadas do caminho, e outras, nem tanto.
Me dou conta, afinal, que não sei onde vai dar esta estrada. Entrei nela sem
querer, pensando em aventurar, em mudar a rotina. As taperas abandonadas
cobertas de hera, com seus telhados cheios de brotos de coloridas flores
silvestres se confundem com o campo de tanto tempo que ali estão. Acho que a
parada no tempo as fez se enterrarem ali para viver.
É um convite.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A graça da morte
Meu avô João Pedro morreu dormindo. Velho,
ainda forte, viveu o domingo como todo mundo fala que é pra viver: como se
fosse o último.
Eu, zanzinava na balbúrdia de choros e lamentações, pensando
nesta morte serena e percebi em mim mesma um suave sorriso..de inveja. Tem
graça maior ??? O corpo cessa de produzir seus fluídos e o leve arfar do velho
já não existe.
Pensei no dia do meu avô, com a rotina domingueira cumprida à
risca, chinelos arrastando e seu pensamento voando nas senilidades habituais.
A casa toda, agora me lembro, parecia obedecer um ritmo
diferente, com leve cadência de quem tem toda vida pela frente e não precisa se
apressar. Eu acho que minha avó Araci pressentiu, porque com um olhar e risinho
de canto, sorria e abanava a cabeça ao observá-lo com curiosidade, neste dia.
Tão acostumada em lhe seguir os passos, foi velar o sono do
meu avô, por um instante, e sentiu, mais do que percebeu, que ele não
respirava. A sua tez, morena, forte, sem rugas, estava desanuviada de qualquer
de pensamento. A boca, descansava frouxa, um pouco entreaberta. Suas mãos,
outrora fortes e vigorosas, restavam murchas, ao longo do corpo. A respiração
se fora, a vida abandonava a matéria, mansamente.
Delicada, sorrindo um pouco, meneou a cabeça bem junto do
morto e disse: velho safado.
Talco sempre lembra criança ou velho
As partículas diáfanas se misturavam com o vapor do chuveiro
quente e os bebês saiam envoltos em suas fraldas de tecido cheias de bichinhos
e as vovós com seus vestidinhos floridos de verão. O talco iluminava a pele de
velhos e jovens. Sem distinção e sem vergonha.
Nem sei bem porque o talco ficou fora de moda. E foi para uma
moda nada bacana, por exemplo, para evitar frieiras. Pó Pelotense..quem não
conhece??
De qualquer forma a fama do produto caiu e eu fico pensando
que pode ser porque o clima está virado, nossas peles se ressecam com tudo, com
o vento, com a chuva, com o frio, com o calor, com o suor em demasia! Enfim, as
intempéries do mundo moderno acabaram com a magia de se polvilhar os corpos
maduros ou tenros com talco.
E veio a era do creme, sepultando para sempre, no meu
entender, o Talco.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Nostalgia de gente chic....
Elas foram entrando uma a uma com seus pares na festa do Café
Atlântida, charmoso irmão do Café do Lago que levou o conceito para praia de
Atlântida, mais precisamente no Centrinho.
A festa teve início neste lugar exuberante, praiano e
descontraído com ventos do sul suaves, mas intermitentes.
Sem nada pra fazer a não ser observar, pois de conhecidos
apenas os donos, ocupados na recepção dos convidados, me encantei com o público
freqüentador. Como sou das antigas da praia, até hoje tenho na minha lembrança
a elegância de suas freqüentadoras que nos premiavam com o maior charme e bom
gosto. Rostos que demonstravam o passar do tempo com orgulho e singeleza, e por
isso mesmo, semblantes com muita serenidade.
E o desfile não parava, de mulheres maduras com seus maridos,
tão bem vestidas na displicência de um veraneio no litoral que eu pensava que
não existisse mais. Discreta saudação com caminhar em sapatilhas, em longas
saias arrastando no chão, ou esfoaçantes caftans de linho cru, sobre uma pele
bronzeada, saudável e digna do tempo. Ali, não se viu a ditadura da moda, só o
charme de uma tribo que preserva o bom gosto e não corrobora com a ostentação.
Fiquei encantada com estas aparições e minha mente vagou
serena por algum tempo em minha infância e no nosso litoral antigo cheio de
charme, de cheiros, de terrenos baldios, de casas simples e casas melhores
assim como edifícios de 3 andares e olhe lá.
O tempo velho é sempre bom, pois nos remete a valores que a
sociedade moderna não valoriza mais.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Conversê
De papo e pernas para o ar no sol do litoral, durante 15 dias..humhum, não
imagino dias e folga melhor do que essa.
Preocupação apenas com o tempo, pouca comida, muita água e pensamento livre com
vinho branco super gelado. Sem falar com ninguém por muito tempo. Ofertas
irresistíveis para mim.
E eis que do nada surge um cara, que começa a conversar na maior intimidade e
vai perguntando e contando e dizendo de tudo de si - de você, inclusive - e do
mundo, do país, do estado e da cidade.
E eu, ali , muda, um pouco chocada com a intervenção, mas aproveitando o
conversê. Um perigo a folhas tantas alguém abrir o verbo e você na maior
abstinência das palavras. Porque, de repente, podes saltar a dizer intimidades,
ou asneiras, ou rir de mais, ou de menos. Ai que constrangimento.
Então me dei conta o quanto eu gosto do silêncio, da solidão e do meu
pensamento livre. Quanto mais liberta, mais feliz. Eu sei que estou armazenando
energias e minha mente quieta arquiteta planos e alinhava soluções e posturas
para quando o mundo real começar a funcionar, depois do reveillon, é claro.
Como faz falta descansar. É maravilhoso acordar e pensar no tempo que vem pela
frente que é de sol...vento fresquinho e o maravilhoso mar. Nada de fuxicos, de
trânsito, de aglomeração. Apenas e sempre o barulho do mar ao fundo de dia e de
noite.
Dê a você mesma este presente: descanse, enquanto
tens saúde para isso.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Eu, que tanto falei.....
O verão está chegando e eu que tanto falei do lado friorento
da vida no inverno, fico sem palavras para descrever o verão, o sol, a areia do
mar...ou com palavras bobas na boca...Mais não seja, para festejar a estação
que mais amo na vida...
A alegria toma conta de mim vagarosa e preguiçosa ao nascer
do dia, mal acreditando que vou caminhar na beira do mar com minha mente
vagando por mil pensamentos.
Nesta caminhada, além da companhia dos pássaros, sempre vou
fazendo uma revisão da vida, da última semana, do mês, do ano e de muitos,
muitos anos atrás. O mar tem este poder sobre mim..
Os cheiros peculiares de uma praia ainda invernosa, a textura
da areia ainda virgem dos passos dos veranistas, tudo me agita de tal forma que
fico pensando se é bom ou ruim...ficar tão só frente a natureza.
Claramente, revisar a vida e agradecer por tudo que recebemos
é a melhor parte. Mesmo que reveses tenham ocorrido, eles sempre nos encaminham
para um futuro melhor. Talvez, sem cometer os mesmos erros, encarando situações
de outra forma, afastando pessoas não tão nobres do nosso convívio, melhorando
nossa consciência de vida ao tomar novos caminhos, buscando mais equilíbrio nas
relações.
Perdoar e seguir adiante com a cabeça erguida certa de ter
feito o que se podia fazer. Ter a certeza que hoje, melhor que ontem, o
raciocínio se aclara, se eleva e resolve, mesmo no universo, muitas situações.
É bom deixar a mente vagar para poder se libertar de
pensamentos negativos, celebrar a nova estação com ventos quentes muito sol e
leveza na alma, no corpo e no pensamento.
O Apagar - Contos do Coração
“Eu apaguei pouca coisa de mim porque sempre imagino que servirão para reescrever outro capítulo da história, corrigir o que me parecer se...
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A traição impera de certa maneira no nosso dia começando pelo tempo que prometeu ficar de céu azul e se vendeu aos ventos e chuvas, desa...
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Na primeira vez me chamou a atenção um pé de sapato solitário perdido na beira do mar. Era de homem, e devia estar no fundo do oceano al...
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Descobri que estou sempre de malas prontas, não importando a viagem. Ao meu alcance, a bolsa do dia a dia que carrega em si as esperanças...











