Sempre mirei meus acertos onde não
os pudesse enxergar, talvez assim, eles viessem a mim com chances de serem
discutidos.
Acertar não precisa ser condição,
basta que existam muitas opções e que nenhuma delas sirva como alvo.
Os acertos de ontem talvez não
tenham recebido a mira correta e, por este motivo, flutuam na dúvida de saírem
de cena antes do previsto.
Acertar depende de como se
apresenta a solução, podendo naufragar antes mesmo de surgir.
Meus acertos são todos duvidosos
porque meu coração balança no infortúnio da dúvida.
Os acertos de uns desmerecem o
propósito de existir sem destino por pura distração da vida.
Acertei no alvo quando a minha
alma suplicava por vagar a esmo.
Um acerto pode vir acompanhado de
um ou mais erros.
O acerto que mira o anônimo pode
vacilar por entre tantas opções, que o certo se transforma em incerto e a
solução em problema.
Acertar, neste mundo de
incertezas, pode levar a convicção a se espalhar pelos ventos da dúvida.
Um acertar depende da tensão do
disparo como se fosse uma flecha apontada provocando, no último segundo, a
incerteza da mira.

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