terça-feira, 1 de setembro de 2026

O Acertar - Contos do Coração

 


Sempre mirei meus acertos onde não os pudesse enxergar, talvez assim, eles viessem a mim com chances de serem discutidos.

Acertar não precisa ser condição, basta que existam muitas opções e que nenhuma delas sirva como alvo.

Os acertos de ontem talvez não tenham recebido a mira correta e, por este motivo, flutuam na dúvida de saírem de cena antes do previsto.

Acertar depende de como se apresenta a solução, podendo naufragar antes mesmo de surgir.

Meus acertos são todos duvidosos porque meu coração balança no infortúnio da dúvida.

Os acertos de uns desmerecem o propósito de existir sem destino por pura distração da vida.

Acertei no alvo quando a minha alma suplicava por vagar a esmo.

Um acerto pode vir acompanhado de um ou mais erros.

O acerto que mira o anônimo pode vacilar por entre tantas opções, que o certo se transforma em incerto e a solução em problema.

Acertar, neste mundo de incertezas, pode levar a convicção a se espalhar pelos ventos da dúvida.

Um acertar depende da tensão do disparo como se fosse uma flecha apontada provocando, no último segundo, a incerteza da mira.

 

 

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