“...O procurar é a eterna busca do
encontro que navega incógnito na teia da
vida.
Não procuro misturar os pensamentos
porque eles dominam o espírito para um e outro lado, dependendo do vento
Divino.
Na procura existe a expectativa de
chegar, mas nem sempre o lugar ou a situação são os almejados.
A procura nunca é suave porque ali
se instala um desejo que surge acompanhado de probabilidades.
Eu sempre vou procurar a melhor
palavra, mesmo correndo o risco de ela não transmitir o que eu preciso.
A procura é uma fascinação da
mente porque propicia a descoberta da imaginação flutuante da alma.
Todos os dias eu procuro no
ambiente um objeto no qual eu possa ancorar e repousar meus medos, minha
tristeza e o meu coração.
Eu procuro na madrugada uma janela
que se abra para encontrar o vento afável que vai balançar meus cabelos, o sol balbuciando
suas primeiras luzes e a maresia disfarçando minhas lágrimas.
A procura insana pelo passar do
tempo vai se diluindo dentro da minha alma em mil palavras soltas.
Parei de procurar o que eu já
encontrei de sobra nas minhas escolhas: um mundo de significados que eu mesma
possa inventar...”

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