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domingo, 24 de janeiro de 2010

Natureza




Ele sempre surge dentre o verde. Parece que nasceu por ali, que forjou sua vida entre o sol, a chuva, flores e folhas, tendo-as em sua composição. O ambiente natural lhe cai muito bem porque é desta simplicidade da natureza que sua alma foi feita.

Passo acelerado, cabeça baixa, pensamentos cerrados no que está por vir em seguida. Sempre tem vento a balançar seus cabelos brancos e a brisa forte também o faz franzir o nariz, característica tão peculiar desde sempre em sua feição. Os olhos vão ao longe e voltam ao chão, na espreita ansiosa.

Na boca, um esgar nervoso. E na mente uma interlocução adoidada de si para si, falta-lhe o ar e sufoca-lhe a garganta.

Na fantasia, a emoção de mais um encontro em que muitas e tantas palavras serão ditas e tantos pensamentos saltearão. Ele sabe, porém, que após dizê-las nem em mil anos serão todas faladas. E compreendidas.

No atropelo, tenta pensar direito no que lhe vai no coração volteando argumentos e revelações que transbordam atrapalhadas, desconexas, e em meio a tanto esforço recomeça a pensação. É preciso chegar logo. O resgate desta loucura está próximo e a redenção virá.

As passadas são curtas e rápidas com olhar focado no caminho.

Levanta os olhos ao chegar.

E então, a mente relaxa, o sangue começa a fluir normalmente, o coração se acalma, as mãos param de tremer.

Sorrindo, ele a abraça.


O Arrepio de Misericórdia

  Após o vendaval na costa, comecei a perceber que algumas coisas haviam mudado de lugar, como se houvesse uma troca intencional que às veze...