Hoje vieram me visitar os dados da estatística do Blog e me contaram uma lorota, que me fez sorrir por debaixo dos panos: disseram que haviam 200 mil visualizações dos mil textos escritos desde a criação do Blog.
Não prestei atenção ao número, mas
fiquei lembrando em todas as vezes em que deitei um olhar para o mundo de fora,
quantas outras mergulhei no íntimo da minha alma e milhares serviram como
vertentes de tristeza, de lágrimas, de soluços, de saudade e de tremor pela
vida. Certamente não houve um dia sequer em que meu pensamento não se deitasse
a vasculhar as nuances da vida que resultasse em palavras com significado.
Deste universo de tantas palavras embaralhadas nasceram personagens como Vanisa, Verônica/ Cyborg, Fábulas, Crônicas, Contos do Coração e Invencionices. Todos desceram suavemente do meu olhar emocional, pousando na ponta dos dedos e deslizando com rapidez pelo teclado, refletindo na tela meu pensamento. Considero este deslize do que existe dentro de mim um raro momento, em que tudo se volatiliza e ganha o mundo ladrilhando a minha Vida. E somente ela.
A verdade sobre as leituras dos meus
textos não existe porque olhos digitais, braços de metal e coração de ferro
podem povoar minhas palavras e não as entender. Assim se fizeram os delirantes
de Singapura e Vietname varrendo um conteúdo que não terão jamais entendimento.
Não
sei quantos realmente chegaram para ler. Sei quantos textos eu precisei
escrever para chegar até aqui. Se eram leitores, obrigada. Se eram robôs,
obrigada também. Afinal, até eles encontraram o caminho do meu Blog.

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