“Como um acordar de um sono
profundo, vieram à mente minhas personagens. Vanisa chegou calma, silenciosa e,
com cautela, demonstrou mistério, beleza e natureza. Ao recebê-la de mente
aberta, abri uma casa para ela chamada “Contos do Mar”.
Verônica chegou, rangendo
parafusos, soltando fumaça e agitada. Rompeu meu descanso avisando que chegava
com a verdade e a vitória. Recolhi seus cacos e criei Contos de Ficção.
O coração se revelou depois de
uma breve letargia no meio da tarde. Naquele momento calmo e único, vieram me
visitar frases soltas, oriundas de muitos sentimentos, alguns controversos.
Resolvi transformá-los em desabafos pontuais, criando Contos do Coração.
Não tenho certeza de que estas
prateleiras fabulosas se encerrem, porque todos os dias ao olhar o mar
diferente, sendo igual, acredito que possam surgir mais páginas em branco para
preencher.
É assim, dia após dia, que vou
enredando o verbo, a pontuação e a fluidez nas fábulas de Contos do Mar, Contos
de Ficção e Contos do Coração.”

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