Tudo tem um lado avesso. A vida, sentimentos,
amores, coisas. Mesmo que não possamos desdobrá-las. Deste lado adverso,
certamente não me vêm o que eu possa aproveitar. De pura má serventia não me
alimenta a alma, não me conduz ao meu melhor e não me favorece no agora.
Um lado contrário.
Eu vou abdicar destes movimentos antagônicos e deixar muitas,
ou todas as coisas, abandonadas, trocando de fluxo para que eu possa me mover
em outras aberturas. Aquela direção a qual vou sempre me encontrar e ficar por
perto, no entorno, considerando a perspectiva do outro. De leve. Eu vou
migrar para um lugar em que eu possa sonhar a esmo.
Há de ser por ali que ei de encontrar todas as respostas para
tantas perguntas que sequer foram feitas, sugestões jamais analisadas a luz do
amor, conversas não acontecidas e reais encontros com tantos desencontros.
Alma dobrada à mercê de
tantos ouvidos.
Não vou escutar ninguém, nem a mim mesma. Vou seguir em
frente, surda e ansiosa, sem considerar nada, sem ponderar qualquer conversa,
sem justificar meus sentimentos e sem esperar o que outros não têm para dar.
Arribar para a terra do nunca sem companhia. Um lugar só meu
Escrever para viver e viver para escrever. A inspiração é o meu objeto de desejo a cada amanhecer e assim minha alma fica fortalecida no encontro do silêncio e da natureza marítima. Leiam com bons olhos! Mail para contato: verarenner43@gmail.com Vera Lucia Renner
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domingo, 20 de junho de 2010
Terra do nunca
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