Hoje despertei com uma ideia
firme na minha cabeça que eu, sinceramente, não sei de onde ela surgiu. Quem
sabe este tic-tac do relógio de parede tenha alertado que estamos perto do fim
e que terminou a contagem numérica dos dias zerando a contagem anterior e
reiniciando a nova que interessantemente vem com a mesma grafia e significado,
porém eu acredito que ele próprio, para cada um aparece, demonstra e soa
diferente, afinal, um dia somos um, outro distinto.
Tenho caderno, lápis, caneta,
borracha, teclado, dedos e tela que forma um conjunto de ferramentas para que
eu faça de todos os dias de agora em diante em diante o passo a passo da minha
vida, escalando a contagem que nunca anda para trás, não escolhe ninguém, é
rígida em seu significado e o que está representado ali.
Também decidi que vou seguir o
mantra dos números que a cada representação possui a verdade e assim vou seguir
em frente nesta carreira numérica sem faltar nem um dia, sem corrigir nada, sem
achar que o que aparece no calendário não combina comigo, seja o numeral, a
lua, o vento ou o sol.
Para cumprir esta missão vou
andar morro acima que servirá para chutar todas as datas que me fizeram
infeliz, alvejar de forma pontuda a rotina que me escraviza, a letra que queima
o papel a cada vez que eu penso nela, a luz que foge no momento em que se
ilumina minha inspiração, a campainha que toca na hora do sono profundo. Despertei
para uma nova caminhada que será no Bico do Sapato.

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