quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Árvore da Vida

 


Vou montar a minha arvore de Natal na beira do mar em um local elevado para ser visto por todos em frente as águas que deverão estar lambendo as areias carregadas da magia que possui esta data. Ao invés de enfeites natalinos tradicionais vou buscar na fauna e flora marinha os adereços que podem representar a “Árvore da Vida” no ambiente que emana tanta energia divina, luz do céu e benção de Deus.

Eu vou levar um grande pinheiro que nunca perde a seiva verde que corre na sua raiz, tronco e folhas demonstrando que existe um símbolo de majestade, resiliência e coragem no enfrentamento das intempéries mais drásticas que assola a perenidade do seu símbolo e no chão em que vive. Estará ali fincado na areia fina dos cômoros, um chão que espelha o cenário que abriga a manjedoura do Menino Jesus.

Este espaço inusitado que a minha verve de fábula me segredou vai contribuir para que a natureza marítima convoque os personagens que irão participar de maneira diferente do transbordamento da emoção e a onda de esperança que inundará os confins da terra no dia do nascimento de Jesus.

Na medida em que eu avançava na beira do mar para encontrar o lugar perfeito para o pinheiro reluzente em seus galhos cheios de vida da terra, fui me deparando com os atores da nova encenação de Natal que vieram comigo se instalar no entorno da raiz da árvore. Assim chegaram os siris, as tatuíras, os caracóis, as mães d’agua, as algas e todo tipo de planta marinha que enredou seu corpo entre todos harmonizando a cena inédita, criando uma árvore de Natal irreal que teve sua iluminação vinda da crista da onda onde se reuniu um cardume de peixe-lanterna. O sonho acompanha a realidade.

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