Vou montar a minha arvore de
Natal na beira do mar em um local elevado para ser visto por todos em frente as
águas que deverão estar lambendo as areias carregadas da magia que possui esta
data. Ao invés de enfeites natalinos tradicionais vou buscar na fauna e flora
marinha os adereços que podem representar a “Árvore da Vida” no ambiente que
emana tanta energia divina, luz do céu e benção de Deus.
Eu vou levar um grande
pinheiro que nunca perde a seiva verde que corre na sua raiz, tronco e folhas
demonstrando que existe um símbolo de majestade, resiliência e coragem no
enfrentamento das intempéries mais drásticas que assola a perenidade do seu símbolo
e no chão em que vive. Estará ali fincado na areia fina dos cômoros, um chão
que espelha o cenário que abriga a manjedoura do Menino Jesus.
Este espaço inusitado que a
minha verve de fábula me segredou vai contribuir para que a natureza marítima convoque
os personagens que irão participar de maneira diferente do transbordamento da
emoção e a onda de esperança que inundará os confins da terra no dia do
nascimento de Jesus.
Na medida em que eu avançava
na beira do mar para encontrar o lugar perfeito para o pinheiro reluzente em
seus galhos cheios de vida da terra, fui me deparando com os atores da nova
encenação de Natal que vieram comigo se instalar no entorno da raiz da árvore.
Assim chegaram os siris, as tatuíras, os caracóis, as mães d’agua, as algas e
todo tipo de planta marinha que enredou seu corpo entre todos harmonizando a
cena inédita, criando uma árvore de Natal irreal que teve sua iluminação vinda
da crista da onda onde se reuniu um cardume de peixe-lanterna. O sonho
acompanha a realidade.

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